Avaliação: Toyota Hilux GR-S seduz pela dirigibilidade aprimorada

O visual inspirado nas cores da equipe de competição do fabricante japonês veio acompanhado de mudanças mecânicas

Apresentada no Salão de São Paulo do ano passado, a Toyota Hilux GR-S é uma versão  desenvolvida pela divisão esportiva Gazoo Racing. Com 420 unidades destinadas ao Brasil e importada da Argentina, ela se diferencia pelo visual.

Substituta da SR Challenge, que era a versão esportivada pré-reestilização, a nova GR-S traz grade frontal do tipo colméia, faróis de LED com máscara negra e luzes diurnas (DRL), capô, teto, capas dos retrovisores e maçanetas pintados em preto, rodas de 17”, lanternas e logotipos levemente escurecidos, capota marítima, molduras dos faróis de neblina (também de LED) em vermelho e preto brilhante, além de apliques plásticos nos para-lamas, adesivos laterais, santantônio e estribos laterais.

Baseada na versão SRX, traz particularidades como o emblemas GR no botão de partida, nos tapetes, na plaquinha com o número de série e ainda bordados nos encostos de cabeça. Os bancos são forrados em couro com costuras em vermelho – mesma tonalidade do detalhe do painel e das saídas de ar. De série, estão disponíveis ar-condicionado com saída para os ocupantes traseiros, acendimento automático dos faróis, banco do motorista ajustável em altura, partida sem chave, airbags frontais, laterais, de cortina e de joelhos para o motorista, isofix para fixação de bancos infantis, além de controle de tração, assistentes de reboque, de subida, de descida e bloqueio do diferencial. 

A central multimídia tem tela tátil de 7″, mas continua a incomodar pela demora nas respostas e a interface pouco intuitiva. Apesar disso, oferece navegador e TV digital. Embora traga câmera de ré, não há os práticos sensores de estacionamento. Muito úteis em um utilitário de mais de cinco metros de comprimento. 

Tudo isso tem um preço e a Hilux GR-S sai por R$ 214.990 (R$ 6.650 a mais que a configuração SRX) e oferecida nas cores vermelho e preto metálico ou branco perolizado. Essa última, eleva o valor a R$ 217.340. Ou seja, é mais cara que as rivais VW Amarok V6 Extreme (R$ 205.990), Chevrolet S10 High Country (R$ 198.390), Ford Ranger Limited (R$ 188.990), Nissan Frontier LE (R$ 194.790) e Mitsubishi L200 Triton Sport HPE-S (R$ 188.990).

Esportividade ao volante?

Sob o capô, está o motor 2.8 16V turbodiesel conectado ao câmbio automático de seis marchas para oferecer 177 cv e 45,9 kgfm (sem potência e torque adicionais em relação às demais versões a diesel). Pode não ser um canhão de acelerar como a Amarok V6 de 225 cv, mas, no uso diário, a picape da Toyota acelera com vigor, transmitindo força logo após os giros baixos e deslancha rapidamente. 

A vibração em marcha lenta é baixa e estão disponíveis os botões ECO e Power, que alteram a curva do acelerador. O primeiro prioriza o consumo de combustível, enquanto o segundo estica as marchas transmitindo respostas mais brutas. A direção com assistência hidráulica é ligeiramente pesada em baixas velocidades. O isolamento acústico da cabine é bom, mas é possível escutar tanto o barulho da rolagem dos pneus 265/65 All Terrain quanto do motor. 

O grande diferencial da Hilux GR-S está onde os olhos não vêem, mas onde o corpo sente. As suspensões foram recalibradas com molas dianteiras endurecidas e novos amortecedores, cooperando no controle do utilitário, principalmente no uso fora de estrada. Está mais amigável ao volante transmitindo menos “pula-pula” e batidas secas quando descarregada. Nas curvas, o novo conjunto permitiu uma menor rolagem da carroceria. A tração 4×4 pode ser acionada em movimento com velocidade de até 100 km/h – a reduzida somente com o veículo parado e a alavanca de câmbio na posição N (Neutro). A Hilux GR-S é uma picape para desfilar por aí esbanjando estilo, assim como oferece uma dirigibilidade interessante e bem resolvida para um utilitário médio.


FICHA TÉCNICA

TOYOTA HILUX GR-S 
Preço básico: R$ 214.990
Carro avaliado: R$ 217.340
Motor: quatro cilindros em linha 2.8,16V, injeção direta, turbo
Cilindrada: 2755 cm3
Combustível: diesel
Potência: 177 cv a 3.400 rpm
Torque: 45,9 kgfm a 1.600 rpm
Câmbio: automático, seis marchas
Direção: hidráulica
Suspensão: MacPherson (d) e eixo rígido (t)
Freios: Discos ventilados (d) e tambor (t)
Tração: 4×2, 4×4 e 4×4 com reduzida
Dimensões: 5,315 m (c), 1,855 m (l), 1,815 m (a)
Entre-eixos: 3,085 m
Pneus: 265/65 R17
Caçamba: 1.000 litros
Tanque: 80 litros
Peso: 2.090 kg
0-100 km/h: 13s8
Velocidade máxima: 180 km/h
Consumo cidade: 9,0 km/l
Consumo estrada: 10,5 km/l
Emissão de CO2: 208 g/km
Nota do Inmetro: D
Classificação na categoria: C (Picape)