Com as aposentadorias do Gol e do Voyage, seus clássicos modelos de entrada, a Volks precisou aumentar a área de atuação do Polo e do Virtus 2023.

Sem ter muitas opções, investiu no barateamento deles para tapar tal “buraco” na gama – e essa é a principal novidade da linha neste novo ano-modelo.

Ao mesmo tempo, porém, na outra “ponta” da linha, a marca também precisou investir na sofisticação do Virtus, para “substituir” o Jetta 1.4.

Além disso, como vai completar cinco anos de mercado, era hora de dar um tapa no visual do Virtus.

Ele ocorreu principalmente nos para-choques, lanternas e faróis. Estes últimos mudaram bem a frente do sedã – era um desejo do designer João Pavone, para que ficasse mais longa e diferente da vista no Polo, separando os dois carros.

De fato, o Virtus 2023 ganhou imponência e ficou mais atraente – no que foi mais uma evolução do já acertado design do que uma revolução.

As listas de equipamentos de série surpreendem, com itens como seis airbags (antes eram quatro), carregador por indução e entrada e partida sem chave em todas as versões, além de piloto automático adaptativo em todas as automáticas.

Mas o acabamento interno continua ruim: só a opções Highline e a Exclusive usam materiais mais “nobres” – um tecido nas portas e uma faixa que imita couro com costura no lugar do plástico brilhante.

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O interior ganhou imitação de couro no painel, mas só nas versões mais caras. O espaço interno se destaca no comprimento e no grande porta-malas, mas não pela sua largura

Na mecânica, como o motor 1.6 foi aposentado, as opções de entrada têm o 1.0 três cilindros 170 TSI do antigo up! (109/116 cv e 170 Nm), tanto com o câmbio manual (R$ 103.990) quanto com o automático (R$ 112.990).

Já a Comfortline (R$ 121.990) e a Highline (R$ 130.030) continuam com o motor 200 TSI e câmbio automático.

Por fim, ainda neste semestre chega a Exclusive 250 TSI automática (R$ 144.990), que substitui a GTS – e, de certo modo, também o Jetta TSI 250, aposentado há tempos.

Nesse primeiro contato, andamos só no Highline 200 TSI, cuja mecânica menos mudou – continua com o 1.0 de 116/128 cv e 200 Nm.

Analisando e conhecendo a mecânica 170 TSI, considerando a pequena diferença de potência e tendo guiado o 1.6, ele tem muito potencial neste segmento, na faixa pouco acima de R$ 100 mil.

No mais, foram feitas outras discretas modificações no Virtus 2023, como amortecedores mais macios, para aumentar o nível de conforto.

É pouco perceptível, pois o Virtus já era um carro com rodar confortável e muito bem ajustado, embora siga meio suscetível a ventos laterais.

Além disso, é um sedã bastante silencioso, graças ao excelente isolamento em relação aos ruídos de motor e suspensão.

De positivo, ainda tem a direção bem calibrada e os freios bem modulados, mas as respostas ao comando do acelerador podiam ser mais mais imediatas.

Nas versões acima de R$ 130 mil, e também na futura 1.4, o Virtus se aproxima dos sedãs médios, e fica mais difícil justificar a compra.

Apesar das diversas qualidades, como o incrível painel digital de 10,1” (Highline e Exclusive; nas demais tem 8”) e a ótima central multimídia VW Play (que continua devendo comandos físicos), ele fica atrás dos médios “de verdade” em solidez e espaço interno, principalmente a largura.

Afinal, um Corolla “básico” tem 177 cv e custa R$ 146.890 – porém é menos equipado nesta faixa de preços.

Volkswagen Virtus Highline 200 TSI 2023

Preço básico R$ 103.990
Carro avaliado R$ 130.030

Motor: três cilindros em linha 1.0, 12V, turbo, injeção direta, duplo comando variável
Cilindrada: 999 cm3
Combustível: flex
Potência: 116 cv (g) e 128 cv a 5.500 rpm (e)
Torque: 200 Nm de 2.000 a 3.500 rpm (g/e)
Câmbio: automático sequencial, seis marchas
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira, vetorização de torque
Dimensões: 4,561 m (c), 1,751 m (l), 1,476 m (a)
Entre-eixos: 2,651 m
Pneus: 205/55 R16 (opcionais de 205/50 R17)
Porta-malas: 521 litros
Tanque: 52 litros
Peso: 1.213 kg
0-100 km/h: 10s4 (g) e 10s (e)
Velocidade máxima: 191 km/h (g) e 196 km/h (e)
Consumo cidade: 11,2 km/l (g) e 8,2 km/l (e)
Consumo estrada: 15 km/l (g) e 11,8 km/l (e)
Emissão de CO2 n/d g/km
Com etanol = 0 g/km
Consumo nota: A
Nota do Inmetro: B*
Classificação na categoria: A (Médio)*

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