Avaliação: VW Golf Highline é um carro que vale cada centavo

Bem equipado e bom de dirigir, o Golf Highline 250 TSI cobra caro, mas entrega tudo o que o motorista quer e um pouco mais

Mesmo para jornalistas automotivos, que têm o privilégio de dirigir automóveis caríssimos de marcas premium, o hatch médio da Volkswagen ainda faz o coração bater mais forte. Apesar de estar longe do seu melhor momento em vendas, o Golf ainda é uma das melhores opções de compra para quem busca um hatch bom de dirigir. Ainda mais nessa versão Highline, que parte de R$ 112.190 e fica posicionada na linha abaixo apenas do esportivo GTI. Única configuração disponível com a combinação do câmbio automático de seis marchas com o motor 1.4 turbo flex de 150 cv (ou 250 TSI, como prefere a Volks), o Golf Highline ganhou o mesmo tapa no visual do restante da linha, que incluiu a adoção de novas rodas (de 16” ou 17”), para-choques, lanternas de LED com novo arranjo de luzes e faróis do tipo full LED opcionais no lugar dos antigos de xenônio. Na cabine, a novidade é o sistema multimídia com tela de 8” (Composition Media, de série, e Discover Media, opcional).

Por falar no interior, um dos pontos fortes é o acabamento, um dos melhores dentre os Volkswagen e que abusa dos materiais macios e de detalhes sofisticados, como os porta-objetos acarpetados nas portas dianteiras. Bem equipado, traz de série sete airbags, ar-condicionado automático digital de duas zonas e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e ainda pode receber, opcionalmente, itens como o piloto automático adaptativo e o sistema de estacionamento automático. Uma ausência sentida é a do painel digital configurável, que pode ser comprado até mesmo no irmão menor Polo, mas no Golf está disponível apenas para versão GTI.

Se mudou no visual e também na lista de equipamentos, o Golf Highline segue sendo referência dentre os hatches médios quando o assunto é dirigibilidade. O motor 1.4 turbo mostra fôlego de sobra para o uso urbano e também na estrada, com bom torque mesmo abaixo de 2.000 rpm. Já a direção é leve e direta; casa muito bem com a suspensão firme, mas que ainda assim filtra bem as imperfeições do solo, o que faz do Golf um carro sempre “no chão” e que convida o motorista a abusar do acelerador. O isolamento acústico da cabine é outro ponto forte: quase não se ouve o que acontece do lado de fora.

Bem equipado e projetado acima de tudo para encantar ao volante, o Golf Highline cobra mais caro que os rivais por tudo que oferece: para ter um modelo como o das fotos é preciso desembolsar R$ 131.090. Um valor bastante superior ao das versões mais completas dos concorrentes Chevrolet Cruze Sport6 (R$ 120.890) e Ford Focus Titanium Plus (R$ 110.600). Mas quem tem esse dinheiro disponível pode pagar cada centavo que não vai reclamar.


Ficha técnica:

Volkswagen Golf Highline 250 TSI

Preço básico: R$ 91.790
Carro avaliado: R$ 131.090
Motor: 4 cilindros em linha 1.4, 16V
Cilindrada: 1349 cm³
Combustível: flex
Potência: 150 cv a 4.500 rpm (g) e 5.500 rpm (g/e)
Torque: 25,5 kgfm de 1.500 a 4.000 rpm (g/e)
Câmbio: automático, seis marchas, sequencial
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,268 m (c), 1,799 m (l), 1,468 m (a)
Entre-eixos: 2,637 m
Pneus: 205/55 R16 (opcionais 225/45 R17)
Porta-malas: 313 litros
Tanque: 51 litros
Peso: 1.259 kg
0-100 km/h: 8s7 (g/e)
Velocidade máxima: 203 km/h (g/e)
Consumo cidade: 11,4 km/l (g) e 7,5 km/l (e)
Consumo estrada: 13,8 km/l (g) e 9,4 km/l (e)
Emissão de CO²: 108 g/km
Nota do Inmetro: B
Classificação na categoria: C (Médio)

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