Bem-amado e revigorado

Roberto Assunção

É inegável que o Renault Sandero caiu nas graças dos brasileiros. Do início da sua produção, há sete anos, no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), até hoje, o hatch soma 500.000 unidades vendidas no País. Depois de séries especiais como a Nokia, a F1 Team (exclusiva a cinco unidades), Tech Run e Tweed, entre outras, além da versão aventureira Stepway e da esportiva GT Line, o hatch, enfi m, está revigorado. E ele foi muito além do facelift da linha 2012, que trouxe a transmissão automática de quatro marchas. Trata-se de uma nova geração. Essa mudança no hatch vem oito meses depois da chegada do novo Logan. 


Bem verdade que o Sandero vive a sua melhor fase: ganhou visual revisto, manteve seus atributos e corrigiu algumas falhas. De acordo com a Renault, cerca de 80% dos componentes são novos, como estrutura, carroceria, suspensões, direção e freios. Seguindo os passos do Logan, o Sandero passou a ser feito sobre uma nova plataforma (compartilhada entre os dois modelos). As dimensões aumentaram: 3,9 cm no comprimento e 1,3 cm na largura. Contudo, a altura cresceu em 0,8 cm e o entre-eixos diminuiu 0,1 cm, para 2,590 m. Também permaneceram iguais o peso (1.055 quilos), o tanque de combustível (50 litros) e os 320 litros do ótimo porta-malas – que pode ser aumentado para excelentes 1.160 litros com os bancos traseiros rebatidos.

O Sandero será oferecido em quatro versões. Desde a de entrada (Authentique 1.0) estão disponíveis duplo airbag dianteiro, freios com ABS e EBD, direção hidráulica, ar quente, desembaçador do vidro traseiro, brake light, rodas de aro 15, retrovisor com ajuste interno e abertura interna do porta-malas e do reservatório do tanque de combustível. Na intermediária Expression (1.0 16V e 1.6 16V) adiciona-se o rádio/MP3 com entrada USB e bluetooth, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, alarme, computador de bordo, retrovisor e maçanetas na cor da carroceria e coluna com acabamento em preto. A topo de linha Dynamique 1.6 8V (avaliada) vem equipada a mais com novos bancos, rodas de aro 15 em liga leve, faróis de neblina, vidros elétricos traseiros, piloto automático, repetidores de seta nos retrovisores (estes com comandos elétricos), volante revestido em couro e banco rebatíveis. Essa última versão substituiu a antiga Privilège. 

O visual traz o DNA da nova linguagem visual da Renault, assim como o Logan. O design foi desenvolvido com a participação do Renault Design América Latina – primeiro estúdio do fabricante no continente americano e sediado na cidade de São Paulo. Embora modernizado e com direito a trejeitos futuristas, é ao abrir a porta que aparecem outras surpresas. A cabine está mais amigável e alguns pênaltis foram corrigidos. O acabamento recebeu novos materiais texturizados e sensíveis ao toque, além de novas cores. Além disso, o estepe migrou para dentro do porta-malas e os comandos elétricos dos retrovisores foram para o painel (antes vinham embaixo do freio de estacionamento). Outra evolução é o ar-condicionado automático, um diferencial perante seus concorrentes. 

A ergonomia foi melhorada. Aparecem novos bancos com desenho esportivo e tecnologia CCT (Cover Carving Technology) – ele tem espumas mais espessas, que abraçam e seguram bem o corpo nas curvas. Além disso, houve melhora no posicionamento da central multimídia Media NAV e no quadro de instrumentos com iluminação branca. Um ponto negativo ainda é a falta da regulagem de profundidade da direção, assim como a sua assistência hidráulica, que é um tanto pesada ao esterço. 

O bloco 1,6 litro responde prontamente desde os giros mais baixos e garante boas retomadas. Embora a alavanca do câmbio manual de cinco marchas tenha um curso longo, oferece engates macios e precisos. Esse conjunto permite rodar a 80 km/h com a agulha do conta-giros a 2.200 rpm, a 100 km/h em 2.900 rpm e a 120 km/h com o ponteiro indicando 3.400 rpm. Dessa forma, coopera para o silêncio interno, que, por sinal, está melhor em relação ao modelo anterior, graças a uma atenção especial ao tratamento acústico. Na estrada, utilizando etanol, a autonomia média registrada no computador de bordo foi de mais de 13 km/l e na cidade de até 10 km/l. Futuramente, a Renault também irá disponibilizar uma transmissão automatizada de cinco marchas.

O Media NAV, com tela de 7” sensível ao toque, além da conectividade bluetooth e das entradas USB e auxiliar, traz o Eco-Scoring e o Eco-Coaching, que estrearam no Logan. Uma função pontua o motorista considerando a maneira como está dirigindo, o momento de troca de marcha, a regularidade da velocidade e o consumo; a outra dá dicas de como guiar de forma mais ecológica. O Sandero ainda passou a ter o indicador de troca de marcha. Houve melhora também nas suspensões, que absorvem de maneira correta até as piores imperfeições do asfalto e garantem estabilidade nas curvas. As versões 1.6 do Sandero são equipadas com barra estabilizadora. 

Agora, revivido e revigorado para enfrentar a concorrência, resta esperar pela versão aventureira Stepway, que está programada para o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro. O Sandero quer ir longe!

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