Qual é a melhor versão? Renault Kwid

Depois de um a pré-venda impressionante e entregas turbulentas, o Renault Kwid voltou ao top 5 do ranking dos mais vendidos. O que tem o Kwid de R$ 30.000? E será que vale a pena pagar mais de R$ 40.000 no “SUV dos compactos”?

73351
Divulgação

Com uma campanha agressiva e uma pré-venda impressionante, o Renault Kwid sofreu uma série de recalls, e as vendas caíram. Agora em fevereiro, depois de em janeiro terminar em uma desastrosa 17ª colocação, o carro voltou ao “top 5” do ranking dos mais vendidos (foi o quinto, entre os VW Gol e Polo; leia aqui). Mas o que será que ele oferece na versão de entrada, por menos de R$ 30.000? Vale a pena pagar mais de R$ 40.000 em um Kwid? Qual a melhor versão?

O chamado “SUV dos compactos” – que de fato tem boa altura do solo e ótimos ângulos de ataque e saída, mas não é um SUV –, por ser um modelo popular, tem suas limitações. Não se espante com a pouca potência do motor 3 cilindros 1.0. São só 70 cv com etanol, mas o Kwid pesa menos de 800 kg, a relação peso-potência garante boa dirigibilidade.

A transmissão é sempre manual de cinco marchas, e as suspensões enfrentam bem a buraqueira e as valetas do cotidiano. Pensando como carro urbano, seu comportamento dinâmico não é um ponto forte, mas ele até encara uma estrada (leia aqui).

VERSÕES E PREÇOS

Apesar de o modelo ser anunciado por R$ 29.990, na loja da Renault na internet (loja.renault.com.br) os preços do Kwid hoje vão de R$ 30.990 a R$ 42.140.

A modelo de entrada é o Renault Kwid Life, vendido por R$ 30.990. Realmente básica, essa versão não vem com rádio, vidros ou travas elétricos, ar-condicionado, direção elétrica, revestimento do porta-malas, limpador traseiro… nada. O rádio dá para comprar baratinho (há pré-disposição), mas o ar faz falta nos dias quentes e no trânsito. Já a direção com assistência, até pelo fato do Kwid ser leve e ter pneus finos, não deve fazer tanta (até hoje não consegui guiar um para comprovar).

Mas a versão básica já vem, como dito, com quatro airbags (além dos dianteiros obrigatórios, tem os laterais), isofix (agora também obrigatório), ar quente, abertura interna do porta-malas, banco rebatível e o útil indicador de troca de marchas – que ajuda no consumo (mas nessa versão não há como conferir: não há computador de bordo). As rodas aro 14 são de de aço com calotas. O único opcional são as cores que não o branco: laranja, marfim, preto, prata e vermelho saem por R$ 1.400, levando o preço do Kwid Life a R$ 32.390.

O Renault Kwid Zen parte de R$ 36.740. Ganha um estofamento melhor, rodas mais bonitas, “borrachão” lateral preto, ar-condicionado, direção elétrica, travas e vidros (dianteiros) elétricos, ajuste de altura do cinto de segurança e limpador do vidro traseiro. O rádio, quando do lançamento, era opcional, agora vem junto. Deixa como único opcional são as cores que não branca: laranja, marfim, preto, prata e vermelho saem por R$ 1.400, levando o preço a R$ 38.140.

Já o topo de linha Renault Kwid Intense é vendido por R$ 40.740. É chamado no site de Intense+Pack Connect, mas não há, pelo menos não ainda, a opção de comprar o Intense sem esse pacote – que traz o maior atrativo extra da versão, a bom central multimídia com navegador GPS Media NAV 2.0. Mas não é só isso que pagam os R$ 4.000 adicionais. O Kwid Intense ganha um belo tapa no visual – grade cromada, faróis de neblina, retrovisores preto brilhante, toques de branco marfim no interior, maçanetas internas cromadas e externas na cor da carroceria, rodas “flex wheel” (parecem de liga-leve, mas não são), apoio de cabeça central traseiro, estofamento mais bonito… Ah, e só essa versão tem os úteis conta-giros e computador de bordo. Nas cores opcionais já citadas, sobe a R$ 42.140.

 

ESCOLHA DO BLOG

Não havendo diferentes opções de câmbio e de motor, a escolha fica bem mais fácil. Consideraria, sim, esse modelo para um uso urbano. Ele é pequeno, ágil, fácil de estacionar e divertido de guiar em meio ao caos urbano.

A versão de entrada é muito pelada, e não vejo porque optar por ela a não ser por fortíssimas restrições orçamentárias (aí vale pensar em um usado) – ou caso você more em uma cidade de clima sempre ameno e sem congestionamentos. Mesmo assim, um carro assim tão “pelado” pode ser um problema na hora da revenda. Pense bem.

Já a versão topo de linha, apesar do belo tapa visual e da atraente central multimídia, fica muito cara: por esse valor, dá para pensar em muitas opções maiores e melhores na mecânica e na dinâmica – incluindo o próprio Renault Sandero 1.0, maior e com o motor mais sofisticado, que parte de R$ 44.050.

Portanto, a escola do Blog Sobre Rodas é: Renault Kwid Zen, de R$ 36.740. Branco mesmo, porque se é para economizar mesmo, com R$ 1.400 de gasolina (a R$ 4 o litro) dá para rodar mais de 5.500 quilômetros de Kwid — na cidade!

O carro montado no site da Renault:

ANTERIORES (clique no nome do carro para ler):

1- Volkswagen Polo 2018