Um novo SUV da Renault para o segmento B (subcompacto) nasce em breve para brigar com Volkswagen Tera, Fiat Pulse, o futuro Hyundai Bayon e cia. Será a versão de produção do carro conceito Renault Bridger, apresentado ontem globalmente, dentro do plano estratégico da marca francesa.

Com desenvolvimento previsto em tempo recorde, ele deve estrear na Índia ainda no ano que vem – e não é preciso ser um Sherlock Holmes para concluir que deverá ser fabricado e lançado no Brasil (mas é claro que a marca não vai confirmar de imediato).

Afinal, ele nascerá na plataforma modular RGMP, uma adaptação da CMF-B para mercados emergentes que já temos aqui, pois deu origem ao Renault Kardian e ao Renault Boreal.

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No caso do Bridger, a plataforma ganhará a denominação RGMP small (pequena), e será capaz de acomodar tanto modelos apenas a combustão quanto híbridos e elétricos. Mas não espere imediatamente as versões eletrificadas: como se trata de uma categoria de entrada, a prioridade é o custo, então as primeiras a chegar devem ser com motor térmico (o consolidado 1.0 da marca).

Como será o novo SUV da Renault

Apesar de ter menos de quatro metros de comprimento, a marca promete bom espaço para os joelhos dos ocupantes do banco traseiro (20 cm livres) e um porta-malas surpreendente, de 400 litros (maior do que os de alguns SUVs bem maiores).

O visual é único: frente quadrada, capô preto rebaixado, logotipo Renault iluminado na grade — substituindo o tradicional diamante — e uma nova assinatura luminosa de dois níveis. As linhas são tensas e os volumes minimalistas: os faróis, especialmente as lanternas traseiras trapezoidais, são novos em comparação com a gama atual.

As enormes caixas de roda em plástico contrastam com a carroceria em bege. O conceito também exibe algumas características “off-road light” que devem ser encontradas no modelo de produção: bons 20 cm de altura livre do solo, rodas de 18 polegadas e estepe fixado na tampa do porta-malas (que possui dobradiças em apenas um dos lados).

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