05/08/2026 - 10:07
Na Compra do Ano 2025, quando carros convencionais e híbridos já disputavam o mesmo segmento — tanto no mercado quanto em nossa premiação — a MOTOR SHOW, pela primeira vez, elegeu um SUV chinês como o melhor SUV médio para se comprar — e o modelo se tornou líder de vendas na categoria de híbridos plugáveis (PHEVs). Agora, com mais concorrentes o ameaçando, o BYD Song Pro 2027 híbrido plug-in flex estreia para se manter no topo do ranking.
Espécie de versão “light” do BYD Song Plus, o Song Pro chegou oferecendo muitas vantagens em relação à concorrência na faixa de R$ 200 mil: com 4,74 metros de comprimento, oferece muito espaço interno e é um híbrido plugável que, diferentemente de outros modelos similares, não é tão dependente das recargas, funcionando bem tanto no modo 100% elétrico (roda quase 100 quilômetros) quanto no híbrido (mesmo com a bateria descarregada, fizemos médias acima de 18 km/l na cidade e de 16 km/l na estrada).
Na época criticamos principalmente o acabamento e a posição de guiar que não ficam no nível do Compass, as suspensões moles demais e a falta de equipamentos. Agora, ele corrige parte dos defeitos e ganha o motor flex. O SUV já está à venda nas concessionárias por R$ 199.990 na versão GS e R$ 176.990 na GL (esta última já com desconto para venda direta).
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Nova mecânica híbrida flex
O BYD Song Pro 2027 “Super-Híbrido” (leia mais aqui sobre essa classificação do marketing para os PHEVs com bateria maior) ganhou o sistema DM-i 5.0 (DM-i significa “dois motores-inteligente”). Na adaptação para aceitar etanol, o motor 1.5 de ciclo Atkinson teve a eficiência térmica ampliada para 46,06% (eram 43,04%), enquanto os motores convencionais, de ciclo Otto, rendem de 25% a 30%.

Com potência de 98 cv (72 kW) e o torque de 126 Nm (12,8 kgfm), o motor flex serve principalmente para gerar energia para a bateria (modo em série), mas, em situações de maior exigência, também ajuda o motor elétrico na tração (modo paralelo).

O BYD Song Pro 2027 se torna o SUV médio com o menor consumo energético do Brasil, segundo o Inmetro-PBEV, com 0,53 MJ/km na configuração GL e 0,55 MJ/km na GS. A nova grade ativa, com aletas que abrem e fecham automaticamente, para otimizar a operação do motor, é um dos fatores que contribuem para esse rendimento.
Na prática, o BYD Song Pro 2027 ganhou autonomia total: segundo o otimista padrão europeu (NEDC), roda até 1.105 quilômetros na versão GS (apenas 5 a mais que antes). A melhora mais notável é na versão GL, na qual a autonomia subiu de 1.001 para 1.075 quilômetros com gasolina. Usando etanol, são 805 (GS) ou 775 quilômetros (GL).

No pessimista padrão do Inmetro, a autonomia elétrica aumentou: na versão GS, com bateria de 18,3 kWh, o BYD Song Pro Flex roda 72 quilômetros (10 a mais que antes); na GL, a bateria de 13,1 kWh permite rodar até 57 quilômetros (8 a mais).
Um problema não solucionado foi o do carregamento, que só funciona em AC (não aceita carregadores rápidos, o que é especialmente ruim em viagens ou se você depende de carregar em eletropostos). Ele aceita apenas 6,6 kW, mas ao menos ganhou a função V2L (Vehicle to Load), que transforma a bateria num “power bank” para conectar aparelhos elétricos externos.

Desempenho do BYD Song Pro Flex
Mas nem tudo são flores no BYD flex 2027. No total, com o novo motor flex e o elétrico ligeiramente menos potente, o desempenho piorou um pouco. A potência combinada agora é de 218 cv no GL ou 219 cv no GS (eram até 235 cv), enquanto o torque combinado se manteve em 300 Nm (30,8 kgfm).
O BYD Song Pro 2027 perdeu cerca de um segundo na prova de aceleração de 0-100 km/h, mas ainda a cumpre em bons 8,6 segundos (GS) ou 9,7 segundos (GL). A máxima aumentou em 10 km/h, chegando a 180 km/h.
Visual e interior renovados

Além de estrear a nova mecânica, o BYD Song Pro 2027 ganhou novidades no design: a dianteira agora tem novos faróis, grade e para-choque, rodas e a coluna C são novas e a traseira teve as linhas suavizadas e outros retoques.
Na cabine, há novo acabamento em black piano e o quadro de instrumentos de 8,8 polegadas fica integrado ao painel, e não mais flutuante (se diferenciando um pouco do “design único” dos chineses). Os bancos são novos, com ajustes elétricos para motorista e passageiro apenas na versão GS.

Outro ponto de evolução foi a mudança do seletor de marcha, antes confuso, que saiu do console central e foi para a coluna de direção. Outros destaques são os vidros dianteiros laminados (só no GS), que aumentam o silêncio a bordo.

A nova central multimídia de 12,8” conta com o sistema Google Automotive Services, que oferece experiência mais integrada e que pode dispensar o celular, pareamento sem fio com Apple CarPlay e Android Auto, atualização remota OTA (Over-the-Air) e pacote de dados 4G, e o sistema de som ganhou mais dois alto-falantes, totalizando oito.

O acesso ao carro pode ser feito pela chave presencial ou digital – por meio da tecnologia NFC.

O espaço interno continua ótimo devido aos 2,71 metros de entre-eixos, e a marca diz que o conforto ficou ainda maior, graças ao novo acerto das suspensões (McPherson na frente e multibraços atrás), ajustadas para as condições brasileiras. Era de fato necessário, e vamos conferir no test-drive.

Equipamentos do BYD Song Pro 2027 PHEV flex
O BYD Song Pro 2027 traz como itens de série pacote ADAS nível 2 desde a versão GL, com controle de cruzeiro adaptativo e inteligente, alertas de colisão frontal e de mudança de faixa, assistência de permanência em faixa, frenagem de emergência automática, reconhecimento de placas de trânsito, e assistente de farol alto automático, entre outros recursos.

Na versão mais cara, o SUV chinês traz alertas de colisão traseira e de tráfego cruzado traseiro, frenagem de emergência com tráfego cruzado traseiro, alerta para abertura das portas e monitor de ponto cego. Ambas as versões têm seis airbags.

Outras novidades do BYD Song Pro 2027 PHEV são o teto solar panorâmico, sensor de chuva e retrovisor interno fotocrômico, que passaram a integrar a relação de itens de série da versão GS, cujo carregador de celular por indução agora é ventilado e com potência de 50 W (antes era 15 W).
A garantia é de seis anos ou até 200.000 km para o veículo, e de oito anos ou 200.000 km para a bateria Blade (uso não comercial).
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