13/02/2026 - 8:00
A BYD confirmou a venda de 10 mil veículos eletrificados para a Localiza&Co, em um acordo que será executado ao longo dos próximos dois anos. Os modelos passarão a integrar a frota da locadora em modalidades como aluguel diário, mensal, assinatura e gestão de frotas, ampliando a oferta de híbridos plug-in e elétricos no país. O contrato envolve os principais produtos da marca no Brasil: Song Pro, Song Plus, Dolphin Mini e Dolphin GS.
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Como são os carros que a BYD vendeu para a Localiza?
Song Pro

Um pouco maior que Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, ele tem um jeitão de perua, por conta do teto plano e linhas mais horizontais. Aqui no Brasil, é oferecido em duas versões com preços entre R$ 190 mil e R$ 200 mil, e ambas são montadas no Brasil, na fábrica da BYD em Camaçari (BA), ex-Ford.

Sob o capô está um motor 1.5 16v de aspiração natural, bebendo só gasolina, com cerca de 100 cv de potência e 12,5 mkgf de torque. Ainda que ajude a mover o carro, sua função principal é servir como gerador das baterias de 12,9 kWh ou 18,3 kWh, dependendo da versão. O motor elétrico dianteiro, com mais de 220 cv e 30 mkgf, é quem move o SUV na maior parte do tempo.

Construtivamente, não difere do irmão maior, Song Plus, oferecendo suspensões independentes nas quatro rodas, eixo traseiro com fixação multibraço e quatro freios a disco. Por ser mais leve, o Pro consegue melhores tempos de aceleração (7,9 segundos no 0 a 100 km/h, segundo a BYD), além de ter um tanque de gasolina um pouquinho menor. Com isso, a fabricante declara 1.100 km de autonomia combinada.
Song Plus

O Song Plus é mais moderno, com não muito mais que cinco anos de projeto mundial. Nasceu, justamente, para ser uma evolução do Song Pro, adotando uma nova identidade visual da BYD, além de mais tecnologias. Apesar disso, tem dimensões parecidas com as do Pro (1,89 m de largura, 2,76 m de entre-eixos), embora custe mais caro: R$ 250 mil pela versão GS, a mais cotada para integrar a frota da Localiza. Ainda há a Premium, de R$ 300 mil.

O motor 1.5 16v a gasolina rende um pouquinho mais de potência (105 cv), enquanto o motor elétrico entrega torque superior ao do Pro (33 mkgf). No apanhado, a marca fala em 235 cv e 40,8 mkgf, número não tão distantes dos do Song Pro. Suas baterias de tração, com 18,3 kWh de capacidade, prometem 63 km de autonomia elétrica (Inmetro).

Dolphin Mini
Disparado, ele é hoje o carro elétrico mais vendido do Brasil. Tem porte de modelo subcompacto (menos de 3,8 m de comprimento e 2,50 m de entre-eixos), porém aposta no bom espaço interno e várias tecnologias embarcadas. Hoje, ele é oferecido em duas versões: GL por pouco mais de R$ 118 mil e GS por R$ 120 mil. A primeira é uma grande aposta para fazer parte dessa negociação, afinal foca justamente nos frotistas, compras com CNPJ e público PCD.

Esse Dolphin Mini usa um motor elétrico dianteiro de 75 cv de potência com 13,8 mkgf de torque, que é jogado apenas para as rodas da frente. De acordo com dados da BYD, demora pouco menos de 15 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, correndo até os 130 km/h. A versão GL tem 30 kWh de capacidade das baterias, e permite 250 km de autonomia (Inmetro), enquanto a GS traz um pack maior, com 38 kWh, e autonomia superior (280 km – Inmetro).

Dolphin GS
O Dolphin é mais ou menos como um irmão maior do Dolphi Mini. Traz carroceria com dimensões mais generosas (4,1 m de comprimento e 2,7 m de entre-eixos), o que permite maior folga aos ocupantes e porta-malas mais amplo (345 litros). No estilo, remete a um monovolume e, de certa forma, lembra até uma minivan, com teto alto, frente curta, parabrisas bem inclinado e traseira mais reta. Por essas e outras, é comumente associado ao Honda Fit.

Seu motor elétrico, também dianteiro, tem 95 cv de potência com aproximadamente 18,5 mkgf de torque, permitindo 0 a 100 km/h em 11 segundos e velocidade máxima de 160 km/h. Essa versão GS usa baterias de tração com 44,9 kWh de capacidade, e, com isso, o hatch da BYD pode rodar 291 km com uma carga completa, segundo o Inmetro.

