Campeã renovada

A nova CG 150 Titan 2009 parece outra moto. Esta sétima geração tem visual de motocicleta grande, com direito a carenagem de farol e estilo de Hornet. Ela evoluiu, e a maior novidade é a injeção eletrônica de combustível. Mas há outras novidades na versão 2009 da moto mais vendida no Brasil em todos os tempos.


Pronta para os novos limites de emissões que valem a partir deste mês, as alterações começam pelo quadro, mais rígido e leve, passam pelo novo freio a disco, na versão ESD, o tanque de combustível de 16,1 litros e a injeção eletrônica PGM-fi, com bomba elétrica dentro do tanque. Mantendo duas válvulas, oferece potência de 14,2 cv e 1,32 kgfm de torque. Valores quase iguais aos da anterior, mas com emissões três vezes menores que as exigidos e o consumo 8,5% menor. O novo escapamento, de aço inoxidável e pintado de preto fosco, tem catalisador incorporado.

 

 

 

 

 

A nova carenagem deu à CG aparência de moto maior. O novo painel de instrumentos, que não tem mais contagiros

A nova CG está mais bonita. A carenagem tem farol e piscas incorporados à lanterna fumê, também na traseira, e a rabeta e as laterais são agora prata fosco. O painel de instrumentos é agora fixado na suspensão dianteira e não tem contagiros. Ela está mais suave nas acelerações e a posição de pilotagem teve ligeira melhora, assim como sua agilidade, graças à aproximação de 10 milímetros na distância da suspensão dianteira em relação ao quadro e ao novo tanque de combustível.

Além da 150 Titan, completa a linha CG a versão de entrada 125 Fan. Antes equipada com motor 125 OHV e partida a pedal, a Fan não ganhou injeção de combustível, como a CG 150, mas para cumprir as exigências de emissões passa a ser equipada com motor 125 OHC de duas válvulas no cabeçote e ganha partida elétrica. Seu visual continua conservador, mas a alma utilitária está acentuada. O novo quadro da Fan é o mesmo usado na Titan, também mais rígido e mais leve.

 

Acima, a Titan com novo design. Abaixo, a identificação da nova injeção eletrônica

 

O novo motor da 125 Fan, com 11,6 cv e 1,06 kgfm, ficou 6,4 % mais econômico que o anterior. A nova Fan tem tanque de combustível de 15,1 litros e banco com novo formato. As tampas laterais são novas e a rabeta é agora pintada na mesma cor do tanque. A estratégia de não usar injeção eletrônica na Fan e sim um motor mais eficiente provém da necessidade de manter seu preço bem abaixo do da linha Titan, que ficou mais cara em todas as versões.

A 150 Titan KS, com partida a pedal e freio dianteiro a tambor, custa agora R$ 6.040, a ES, com partida elétrica; R$ 6.590, e a ESD, com partida elétrica e freios a disco, R$ 6.990. Ao mesmo tempo, saem de linha as versões 150 Sport e Cargo. A linha Titan já está nas revendas, e a linha Fan chega agora em janeiro. A 125 Fan KS custará R$ 5.140, e a ES, R$ 5.590.

A história da Honda CG

A CG 125, a primeira moto brasileira da marca, surgiu em 1976 com motor de 125 cm3 OHV, freio a tambor, câmbio de quatro marchas e suspensão dianteira com molas externas. Em 1978 recebeu suspensão dianteira Ceriani, de molas internas, e em 1981, ainda na primeira geração, teve uma versão a álcool.

A segunda geração surgiu em 1983, com tanque “quadrado” de 12 litros, carburador com injeção auxiliar (sistema Ecco) e sistema elétrico de 12 volts (antes era seis volts). Em 1985, ganhou câmbio de cinco velocidades e o farol passou a ser retangular. Em 1988 surgiu a 25 Cargo, com banco individual e grande bagageiro. A terceira geração chegou em 1989, chamando Honda CG 125 Today, e teve, entre outras novidades, suspensão traseira regulável.

Em 1991, ganhou sistema de ignição por CDI (Ignição por Descarga Capacitiva). Já sua quarta geração chegou em 1994, chamando CG 125 Titan, com novos punhos elétricos e novo tanque. No ano 2000 foi apresentada a quinta geração da CG 125 Titan, que passou a ter as versões KS (partida a pedal e freios a tambor) e ES (partida elétrica, freio dianteiro a disco e pedal de apoio do garupa fixado ao chassi), ambas com farol multireflex, painel com marcador de combustível, chassi estampado e bateria selada e tanque com maior capacidade. Em 2002, a Honda lançou a versão intermediária da CG 125 Titan, a KSE, com partida elétrica e freios a tambor. Na sexta geração, lançada em 2004, a Titan ganhou motor maior e mais potente, de 150 cm3 e passou a chamar-se CG 150 Titan. Agora, ela muda novamente para obedecer aos limites de emissões – e continuar líder, é claro.

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