Caoa Chery demite funcionários em meio a negociações

A montadora enviou telegramas para os trabalhadores comunicando que os contratos estão rescindidos

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Foto: Divulgação/Sindicato - Roosevelt Cássio

Nesta quarta-feira (25), a Caoa Chery demitiu 580 funcionários da sua fábrica em Jacareí (SP), em meio às negociações sobre um possível lay-off, afirma o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

A montadora enviou telegramas para os trabalhadores comunicando que os contratos estão rescindidos.

O fato ocorreu após a Caoa Chery anunciar o fechamento da planta para a modernização do espaço (que ocorrerá até 2025) com a finalidade de eletrificar a sua gama de veículos.


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O que os trabalhadores querem?

O sindicato defende a abertura de lay-off por cinco meses mais estabilidade no trabalho de três meses.

Para os metalúrgicos que não quiserem aderir ao lay-off, a reivindicação é de uma indenização social de 20 salários nominais e extensão dos benefícios por 18 meses, conforme proposta do MPT.

O que diz a Caoa Chery?

A Caoa Chery afirma que o lay-off, admitido na legislação brasileira, destina-se aos casos de suspensões das atividades com rápida retomada da produção e do trabalho. No caso, a fábrica ficará fechada por três anos.

A montadora ressaltou que oferece uma indenização adicional à rescisão “que poderá alcançar o teto máximo de 15 salários (limitados ao teto salarial de R$ 5.000,00) para os empregados que apresentem mais de cinco anos de empresa em 01.03.2022; teto de 10 salários (limitados ao teto salarial de R$ 5.000,00) para os empregados que tenham mais de 2 anos até 5 anos e, 7 salários (limitados ao teto salarial de R$ 5.000,00) para aqueles com até 2 anos de contrato”.

Impasse

Em resposta aos comunicados de demissão enviados pela Caoa Chery, os trabalhadores decidiram, em assembleia, que lutarão pela preservação dos empregos e contra o fechamento da fábrica.

O sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos vai protocolar uma ação civil pública, na Justiça do Trabalho de Jacareí, pedindo o cancelamento das demissões. O sindicato considera os cortes arbitrários.

“Não vamos descansar enquanto as demissões não forem canceladas. Vamos lutar até o final em defesa dos empregos e contra o fechamento da fábrica. Pressionaremos o poder público com toda força para que proíba a saída da Caoa Chery de Jacareí e esses cortes, que soam abusivos e ilegais”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves, em nota divulgada.

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