Casamento Moderno

Roberto Assunção

No passado, esportividade e economia eram incompatíveis, inconciliáveis. Os tempos mudaram  e a combinação se tornou possível. Este novo Audi A3 Sport é um belo exemplo disso. Seu motor 1.8 turbo usa alta tecnologia – e um sistema de injeção inovador – para garantir diversão ao volante e, ao mesmo tempo, marcas de consumo incríveis. Com esse casamento moderno entre adrenalina e baixo consumo, a nova geração do A3 já está à venda no Brasil – mas só na versão Sport, com duas portas.

O preço parte de R$ 115 mil. Pode parecer muito, considerando que é mais do que custam os rivais BMW 118i, Mercedes A 200 e Volvo V40 com quatro portas. Mas, levando em conta o bom pacote de itens de série, não é um valor abusivo. E, na verdade, quem briga com os hatches citados é a versão Sportback do A3, com quatro portas, que chega no mês que vem (e terá, além do modelo 1.8, uma opção 1.4 de 122 cv, menos equipada, abaixo dos R$ 100 mil). Esse A3 Sport busca outro consumidor, que não se importa com o número de portas. É um carro para jovens solteiros ou casais sem filhos. Ocasionalmente, dá para levar dois adultos no banco traseiro – onde, após certo contorcionismo para entrar, se acomodam com conforto. É um carro para quem está mais interessado na diversão ao volante do que na praticidade.

E diversão não falta. O conjunto se destaca pelo novo motor 1.8 turbo com um inovador sistema de injeção – que pode ser direta ou indireta, dependendo da situação (há dois bicos injetores por cilindro). Na prática, isso significa consumo acima dos 20 km/l a 80-90 km/h constantes e com pé leve e, ao mesmo tempo, adrenalina garantida ao pisar fundo. O câmbio dupla embreagem e sete marchas é irrepreensível e, embora os 180 cv não impressionem, o torque de 25,5 kgfm entre 1.250 e 5.000 rpm garante uma tocada apimentada.

O sistema Drive Select permite escolher ajustes do econômico ao esportivo, passando pelo conforto, ou, ainda, configurar cada item – motor/câmbio, direção, etc. – separadamente. No modo mais esportivo, o carro se transforma: a direção fica mais pesada e direta, como deve ser em um esportivo. Para completar, o volante é pequeno e traz borboletas para trocas de marchas – e, mesmo com rodas aro 16 e pneus 205/55, as suspensões garantem um equilíbrio entre conforto e estabilidade acima da média. Mérito também da plataforma modular MQB, que estreia no Brasil neste modelo e equipa ainda a sétima geração do VW Golf, que chega em breve ao País.

No mais, esse A3 não fica muito atrás do encontrado nos Audi maiores. O acabamento, como de costume, é impecável, com materiais de alta qualidade e tudo bem encaixado. Além disso, há detalhes como a tela multimídia motorizada que sobe do centro do painel ao se ligar o carro, dando um toque extra de sofisticação (nos rivais da BMW e da Mercedes, as telas são fixas). Faltam, no entanto, itens como os bancos de couro com ajustes elétricos, que não são nem mesmo opcionais. Outros itens optativos, como o sistema de estacionamento automático, o som Bang&Olufsen, o piloto automático adaptativo e o teto solar, são bem caros, embora interessantes.

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