Chegaram as férias

Nas férias, o fluxo de carros nas estradas aumenta e, com ele, o número de acidentes. Com algumas medidas simples, você pode tornar sua viagem bem mais segura e econômica. A primeira providência é cuidar do carro. Em alguns casos, você mesmo pode fazer a manutenção. A troca das palhetas do para-brisa, o rodízio dos pneus e a substituição de lâmpadas e fusíveis, por exemplo, são bem simples.

Fora esses pequenos consertos, há outros importantes que devem ser feitos por um mecânico. Ele irá checar a bateria, o motor de partida, o alternador, a correia dentada, as velas e seus cabos, o distribuidor, o rotor da bobina e o módulo de injeção, entre outras coisa. Quanto aos filtros e lubrificantes, o ideal é seguir os prazos do manual. “Checar a qualidade do fluido, além da lona, discos e tambores de freio é fundamental”, afirma Mauro Frison, proprietário da oficina FrisonTech. Por fim, vem o alinhamento e balanceamento, fundamentais. A calibragem dos pneus deve ser feita antes da viagem, com o carro frio.

Mas, mesmo estando com o carro em ordem, os riscos ainda são grandes, já que a maioria dos acidentes ocorre por erro do motorista. “Noventa e três por cento dos acidentes de carro são causados por falha humana”, garante o médico Dirceu Rodrigues, chefe do departamento de medicina de tráfego ocupacional da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet). Fique atento: guiar na estrada requer mais cuidado do que parece, pois a velocidade média é muito maior e as referências de distância são diferentes quando se está a 120 km/h. Mudar de faixa, por exemplo, é bem mais arriscado do que na cidade. Não menospreze também o cansaço. “O tempo máximo aconselhado para uma pessoa dirigir na estrada são seis horas, com intervalos a cada duas horas”, afirma Rodrigues.

CARGA EXPLOSIVA

Outro agravante da dirigibilidade na estrada diz respeito à carga. Mais pesado, o carro passa a reagir de maneira diferente e você precisa recalcular o espaço de frenagem e a capacidade de retomada do motor. “É fundamental conhecer seu veículo, saber o potencial que ele tem e qual será a marcha certa para utilizar em cada momento”, garante Roberto Manzini, proprietário do centro de pilotagem que leva seu nome. Bagageiros em cima do teto, por exemplo, mudam o centro de gravidade do veículo e, consequentemente, seu comportamento em curvas. Além disso, comprometem a aerodinâmica e o consumo. Nesse caso, vale uma regra básica: leve apenas o necessário. O aumento de carga exige maior esforço do motor, o que aumenta o consumo. Outro perigo são os objetos soltos dentro do carro, aqueles que não couberam no porta-malas e colocamos no tampão do bagageiro ou em cima dos bancos. “No caso de uma colisão ou freada brusca, o objeto pode se deslocar e se chocar com as pessoas”, garante Rodrigues.

Na hora de acomodar a família, vale lembrar que o transporte de crianças até sete anos deve ser feito em cadeirinhas especiais. Aqueles que não respeitarem essa regra cometem uma infração passível de multa gravíssima (R$ 191 e sete pontos). Para saber qual é o modelo de cadeira adequado para seu filho, confira reportagem na edição 327 de MOTOR SHOW

(acesse o link http://bit.ly/lXoMLX).

Na falta da tevê, muitos pais costumam dar brinquedos para distrair os pequenos. No entanto, é bom tomar cuidado na hora de escolher o que levar. “O mais aconselhável são os brinquedos leves, pois o peso de tudo que está no carro é multiplicado em caso de acidentes”, garante Alessandra Françoia, coordenadora nacional da ONG Criança Segura. Deixar seu filho desenhar a bordo também não é uma boa ideia. Lápis e canetas podem ser perigosos no caso de um acidente.

Já para quem carrega os bichos de estimação para as viagens de férias, vale a dica: pouca gente sabe, mas levar animais soltos dentro do carro é infração média. Levar o animal na parte externa do veículo (na caçamba ou na janela) também acarreta multa, dessa vez, grave. Animais andando livremente podem distrair o condutor e causar acidentes graves “Os animais devem ser transportados com cinto de segurança ou em gaiolas específicas”, garante Rodrigues.

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