Chery Celer: evolução bem-vinda

Chery Celer (Ricardo Rollo)

O Chery Celer subiu um degrau em qualidade. Antes importado da China – sua comercialização no Brasil se iniciou em março de 2013 –, agora o modelo é produzido na fábrica do grupo em Jacareí (SP). Ele continua sendo oferecido em duas carrocerias: hatch (R$ 38.990) e sedan (R$ 39.990). A nova versão topo de linha Act custa R$ 40.990 e R$ 41.990, nessa ordem. Ela adiciona alguns itens como faróis de neblina, alarme, rodas de liga leve aro 15 com pneus 185/60 e o sistema Chery Media System (rádio CD-MP3 com entrada USB e seis alto-falantes).


O Celer mudou tanto na carroceria hatch quanto na sedã (acima), que ganhou um porta-malas de 450 litros. O carro ficou mais bonito também por dentro

Segundo o fabricante, o mix de vendas será de 65% para o hatch e de 35% para o sedã. O Celer está mais atraente, pois tanto o hatch quanto o sedã foram totalmente reestilizados. O visual da dianteira mudou com o novo para-choque, grade do radiador e faróis com projetores. Na traseira, a novidade está nas lanternas em LED (que, no modelo sedã, ficaram mais compridas e agora se estendem pela também nova tampa do porta-malas). É ao volante que a conversa muda de figura. O único motor disponível no Celer é o Acteco 1.5 16V flex (também feito no Brasil), que recebeu uma nova calibração e passou a oferecer 113 cv de potência com etanol e 109 cv com gasolina – antes eram 108 cv com os dois combustíveis.

Dirigimos o carro na pista do Haras Tuiuti, no interior de São Paulo. O bloco 1.5 16V oferece boas respostas somente a partir das 4.000 rpm. O câmbio manual de cinco marchas teve mudanças no curso da alavanca, deixando a condução mais precisa. De acordo com a Chery, ainda não há previsão da transmissão automática. As suspensões têm ajuste macio para privilegiar o conforto e ganharam uma nova calibração das molas e dos amortecedores, além de estarem 10 mm mais elevadas. Contudo, o conjunto deixa a carroceria rolar um pouco demais nas curvas.


O painel tem um desenho estranho no quadro de instrumentos e exibe muito plástico. Os comandos do ar e dos vidros estão bem colocados e o espaço na traseira é generoso

O modelo hatch mostra uma dinâmica mais acertada em relação ao sedã. Já os freios ficaram mais eficientes e progressivos. Também chama a atenção a direção hidráulica, que, de tão leve ao esterço, parece ter assistência elétrica. Por dentro, o Celer está 100% revigorado e, entre as novidades, há novos painel, quadro de instrumentos, console central, controles do ar-condicionado e de acionamento dos faróis e da abertura da tampa do porta-malas. Os bancos ficaram mais ergonômicos, mas poderiam ter abas laterais mais pronunciadas.

O acabamento ainda abusa dos plásticos rígidos. Entretanto, a cabine oferece bom espaço para as pernas dos ocupantes traseiros, além de um porta-malas de 380 litros no hatch e de 450 litros no sedã. Como opcional, o cliente pode equipar o carro com a central multimídia Chery i-Connect (R$ 1.800), com bluetooth, tevê digital e navegador por GPS.  O Celer cresceu e apareceu, mas será que todas essas melhorias o farão enfrentar de igual para igual alguns concorrentes, como Renault Sandero, VW Fox, Chevrolet Onix e Hyundai HB20? Isso só o tempo dirá.

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Ficha técnica:

Chery Celer Hatch Act

Motor: 4 cilindros em linha, 16V
Cilindrada: 1496 cm3
Combustível: flex
Potência: 108 cv a 6.000 (g) e 113 cv de 6.000 (e)
Torque: 14,2 kgfm a 4.000 rpm (g) e 15,5 kgfm a 4.000 rpm (e)
Câmbio: manual, cinco marchas
Tração: dianteira
Direção: hidráulica
Dimensões: 4,188 m (c), 1,686 m (l), 1,480 m (a)
Entre-eixos: 2,527 m
Pneus: 185/60 R15
Porta-malas: 380 litros
Tanque: 50 litros
Peso: 1.210 kg 0-100 km/h: não divulgado
Velocidade máxima: 175 km/h (g/e)
Consumo cidade: 9,2 km/l (g) e 6,3 km/l (e)
Consumo estrada: 12,1 km/l (g) e 8,3 km/l (e)
Nota do Inmetro: E (categoria Médio)