30/11/2025 - 12:00
A 31ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo foi distinta das anteriores por alguns fatores: o espaço notoriamente menor, devido à ausência de marcas importantes, como GM, Volks e Ford, além das premium; o retorno ao Anhembi (agora oficialmente Distrito Anhembi) e a presença mais forte que já tiveram tanto os carros chineses quanto os carros clássicos.
Mas tem uma coisa essencial na magia do salão do automóvel, qualquer salão do automóvel, que são os conceitos – além, claro, dos palcos com gelo seco.
Talvez o mais importante deles seja o Dolce Camper, de onde agora brota a identidade estética da Fiat do Brasil. “Um dos elementos de inspiração é a linguagem digital, com Pixel Design. A tradição também está presente nesse conceito, os designers da Fiat buscaram inspiração em um dos maiores símbolos da indústria automotiva, a icônica fábrica de Lingotto, em Turim, famosa por sua pista de testes no topo do edifício”, justifica a empresa.
Confuso? Você entenderá quando for à internet e procurar por Fiat Grande Panda.
A Jeep veio com o Convoy, uma picape militar baseada na Gladiator com pintura externa especial, capô e dianteira redesenhados no estilo “J-truck” (com guincho Warn Zeon para 5,4 toneladas), grade personalizada e iluminação em LED. Um laboratório para o desenvolvimento de conceitos de performance fora de estrada, segundo a marca.

Projetado e construído aqui no Brasil pelo Renault Design Center Latam, o Niagara dará origem a uma picape , que chegará importada da Argentina a partir do segundo semestre do ano que vem. É mais ou menos um Boreal com caçamba.

Geralmente, um conceito precede o carro de verdade. Mas com esse aqui é diferente: é a primeira vez que o Basalt Vision aparece, depois do lançamento do Citroën Basalt de produção – que inclusive poderia ser oferecido nessa cor, a Amber Yellow.

A Peugeot foi no óbvio: reafirmou pela enésima vez sua capacidade de desenhar carro bonito com o Inception Concept, um elétrico de 800V e 680 cv.

Na verdade, o Dolce Camper, da Fiat, divide com o Hofstetter 001 exposto no estande do Museu Carde o título de conceito mais importante do Salão de São Paulo 2025.

Então com 16 anos, em 1973, o Mario Richard Hofstetter desenhou um carro extraordinário para a época, com carroceria de fibra de vidro, motor central e freio a disco nas quatro rodas. Inspirou-se no Alfa Romeo Carabo (1968), do Studio Bertone, e na Maserati Boomerang (1971), de Giorgetto Giugiaro.

“Com apenas 99 cm de altura, o 001 adotava portas em asa de gaivota e faróis escamoteáveis, expressando o espírito experimental, técnico e visionário que marcaria a engenharia automotiva nacional naquele período. Posteriormente, o modelo passou por modificações para torná-lo mais adequado ao uso cotidiano, sendo apresentado ao público no Salão do Automóvel de 1984. Ao longo de sua produção artesanal, o Hofstetter teve um total de 18 unidades fabricadas”, explica o Carde, atual proprietário do protótipo.
