22/04/2026 - 8:00
Cada vez vemos mais carros automáticos nas ruas. Se você ainda é do time que não abre mão de “trocar marchas no braço”, saiba que faz parte de uma resistência cada vez menor. Segundo um levantamento recente da Webmotors, o interesse do brasileiro pelo câmbio automático atropelou de vez o manual: foram 427 mil buscas contra apenas 45 mil no último ano.
O dado não surpreende quem acompanha o mercado. Hoje, encontrar um modelo zero quilômetro com três pedais acima dos R$ 120 mil é raridade — a oferta ficou restrita aos automóveis de entrada (os famosos “populares”) ou versões de trabalho. Cerca de 60% dos modelos novos vendidos não têm o terceiro pedal.
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Com tantos motoristas tendo sua primeira experiência com carros automáticos, é importante saber o que não se deve fazer ao usar esse tipo de transmissão. Seguindo essas cinco regras básicas, você evita problemas e manutenções imprevistas, que podem sair muito caro. Confira abaixo cinco dicas do que NÃO FAZER com seu carro automático:
1. Nunca coloque em ponto morto (N) ao descer uma ladeira
A lógica de que isso economiza combustível é um mito. As transmissões atuais cortam a alimentação de combustível para o motor quando você está engatado e apenas “embalado” (solto), usando o movimento das rodas para manter o motor girando. Além disso, no ponto morto (letra N), você perde parte do controle do veículo, pois só pode frear e não acelerar rapidamente se necessário. Em muitos lugares, isso é até proibido.
2. Nunca mude de direção sem parar completamente
Ao alternar entre Drive (D) e Ré (R), certifique-se de que o carro esteja 100% parado. Se você fizer a mudança com o carro em movimento, estará usando os componentes internos da transmissão (cintas e embreagens) para parar o veículo. Os freios foram projetados para parar o carro e são muito mais baratos e fáceis de substituir do que uma transmissão.

3. Não dê uma “arrancada” a partir do ponto morto
Algumas pessoas aceleram o carro em Neutro (N) e depois jogam no Drive (D) para arrancar. Isso é extremamente perigoso para a mecânica. As cintas e embreagens internas não foram feitas para suportar esse impacto súbito de potência. Se quiser uma arrancada rápida, o método correto é: pé no freio, pé no acelerador (para criar pressão no conversor de torque) e soltar o freio. Assim, os componentes já estão engatados e não haverá esse deslizamento “destrutivo”.

4. Não coloque em ponto morto no semáforo
Não há necessidade de tirar de Drive (D) para Neutro (N) enquanto espera o sinal abrir. Alguns acham que isso reduz o estresse na transmissão, mas o esforço de manter o carro parado no sinal é mínimo comparado ao esforço de aceleração normal. Além disso, o ganho em economia de combustível é insignificante (cerca de 1,1 litro por hora, dependendo do carro).
5. Nunca coloque em “Park” (P) com o carro em movimento
A maioria dos carros modernos possui travas eletrônicas que impedem isso, mas é importante entender o porquê: ao colocar em Park/estacionar (P) para parar o carro, você aciona o “parking pawl”, um pino que trava a engrenagem de saída da transmissão. Se você fizer isso em movimento, corre o risco de quebrar esse pino ou causar um estresse enorme em todo o sistema de tração.

Carros automáticos: em caso de emergência, reduza e freie
Em caso de emergência, reduza e freie. Caso o acelerador trave, saiba que o freio tem potência de sobra para vencer o motor. Mantenha a calma, pressione o pedal do freio com força constante e use o modo manual do câmbio para reduzir as marchas, ajudando a parar o veículo com segurança.
