12/02/2026 - 17:27
O Citroën Aircross ainda patina nas vendas no Brasil, e olha que ele foi lançado por aqui há mais de dois anos. Discreto no mercado e meio esquecido pelo público, ele briga principalmente com a Chevrolet Spin, porém também tenta roubar vendas de SUVs compactos tradicionais. Apesar de ser chamado pela marca de SUV, o modelo é, na realidade, uma minivan familiar, com espaço interno amplo e bom porta-malas.
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Aircross no Brasil: só T200
De qualquer forma, hoje o Aircross vendido no Brasil, e feito em Porto Real (RJ), só traz uma opção de powertrain. Ele só é movido pelo motor 1.0 turboflex de origem Fiat, o T200, com seus 125/130 cv de potência e 20,4 mkgf de torque (gas/eta), casado ao câmbio automático CVT com sete marchas simuladas. É o mesmo trem-de-força que equipa desde a versão de entrada (R$ 120 mil) até a topo de linha (R$ 155,5 mil).

E, sim, sempre fez falta nos Citroën vendidos no Brasil um motor intermediário. Ou eles são 1.0 aspirados (caso de C3 e Basalt), ou 1.0 turboflex, sem meio-termo. Como o Aircross é maior, mais pesado e tende a carregar mais carga, ele aposta sempre na segunda opção mecânica. Mas, e se houvesse um Aircross 1.3 Firefly?
Aircross 1.3 manual? Sim, na Argentina!
Pois saiba que o público argentino foi agraciado com essa novidade recentemente, e o carro vendido para os hermanos também é feito em Porto Real (RJ). Ou seja, a Citroën exporta uma configuração que ainda não existe no mercado brasileiro: um Aircross 1.3 Firefly com transmissão manual de cinco marchas, que serve como opção de entrada por lá. Esse conjunto, reconhecido pela confiabilidade, robustez e economia de combustível, cairia como uma luva também por aqui, permitindo opções mais baratas do modelo. De quebra, seria uma versão que agradaria quem não curte motor turbo, e quem prefere trocar as marchas manualmente.

O Aircross 1.3 Firefly manual de cinco marchas é vendido na Argentina apenas na versão Feel Pack, a mais em conta da gama do modelo. Até então, ela ainda usava o bom e velho 1.6 16v EC5, veterano da Peugeot-Citroën, que também foi aposentado no país vizinho. Segundo a imprensa argentina, essa troca de motores fez bem ao consumo de combustível e emissões de poluentes do Aircross, porém ele agora está mais fraco e com desempenho mais tímido. Essa versão tem sempre cinco lugares.

1.3 mais fraco (e bem econômico)
Em números, o modelo, que por lá bebe só gasolina noutra calibração de motor, entrega 96 cv de potência com 12,7 mkgf de torque, mas, se existisse por aqui, o modelo certamente manteria os 98/107 cv e 13,2/13,7 mkgf de outros modelos que usam esse mesmo 1.3 Firefly. Além disso, no mercado nacional, esse motor tem a opção de ser acoplado ao câmbio automático CVT com sete marchas simuladas. Ao menos nesse Aircross Feel Pack vendido na Argentina, o câmbio é sempre manual.

Oficialmente, a minivan com motor Firefly atinge os 167 km/h de velocidade máxima, ainda que o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h não tenha sido divulgado pela Citroën do país vizinho. Com relação ao consumo, boas notícias: medições do IRAM (o Inmetro deles) em parceria com a AITA (associação local de engenheiros automotivos) apontou para excelentes 18,1 km/l na estrada, ou 12,2 km/l na estrada, sempre com gasolina, o único combustível do Aircross por lá.

O que oferece por lá?
Ela faz parte da linha 2026/2 (como se fosse uma segunda tiragem, com mudanças, do modelo 2026), e traz de série por lá itens como 4 airbags, sensores de estacionamento traseiros, câmera de ré, faróis de neblina dianteiros, multimídia de 10 pol. com conexões sem fio, instrumentação digital de 7 pol., volante multifuncional, retrovisores elétricos, luzes diurnas em LED, entre outros.

E no Brasil…
Sim, há chances de o motor 1.3 Firefly chegar também para a linha Aircross vendida no Brasil, assim como há chances dele ganhar espaço também na linha do C3 Hatch e do Basalt. A fórmula está pronta, e basta a Citroën querer aplicá-la por aqui também.
