Citroën Aircross sofre uma plástica bem-vinda

Quando foi lançado, em agosto de 2010, o Citroën Aircross chamou para a briga o Ford EcoSport, o Fiat Idea Adventure e o Volkswagen CrossFox, além de Renault Sandero Stepway, Nissan Livina X-Gear e Ford Fiesta Trail. O Citroën se sobressaía pela cabine espaçosa, pela qualidade dos acabamentos e pela dirigibilidade bem acertada. Nesse facelift, todas essas características foram mantidas. As versões do Aircross disponíves nessa nova linha 2016 são: 1.5 manual Start (R$ 49.990), 1.5 manual Live (R$ 53.990) 1.6 manual Feel (R$ 58.990), 1.6 automática Feel (R$ 63.290) e 1.6 Auto Shine (R$ 69.290).

É inegável que o carro melhorou a partir do visual mais horizontal da dianteira, trazendo o duplo Chevron (símbolo da Citroën) com identidade revista, faróis dotados de projetores, iluminação diurna em LED e para-choque redesenhado, com ângulo de entrada aumentado para 23º (antes eram 21º). O ângulo de saída e a altura em relação ao solo se mantiveram. A lateral mostra as molduras das caixas de rodas mais quadradas (antes eram circulares), rodas aro 16 com pneus verdes e logotipia refeita.

As partes escurecidas elevam a camada inferior do carro. Atrás, há novas lanternas e para-choque com duas falsas saídas de escapamento; o estepe continua do lado de fora, na tampa do porta-malas (exceto nas versões 1.5, que o aposentaram). O frescor de novidade foi estendido à cabine. Quando os bancos são revestidos em couro, a estampa foi inspirada na calçada da praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. O painel ganhou nova central multimídia com tela de 7 polegadas e permite espelhar o conteúdo do smartphone, além de possuir HD interno com capacidade para 16GB, navegador por GPS, imagens da câmera de ré e conectividade com o aplicativo Link MyCitroën.

Segue a boa qualidade do acabamento interno. O bloco 1.6 VTi 120 (do C3) oferece 120 cv quando abastecido com etanol e os câmbios manual de cinco marchas (avaliado) e automático de apenas quatro velocidades tiveram as relações alongadas para beneficiar o consumo. Na versão manual, o Aircross continua prazeroso de dirigir, com força em baixas rotações, e consumo de 12,5 km/l na estrada com etanol (durante a avaliação). Além disso, a caixa manual tem bons engates e os pedais de acelerador e freio têm acionamento progressivo.

A direção elétrica transmite ótima leveza ao esterço e as suspensões macias não comprometem a dinâmica, garantindo uma dirigibilidade correta. Uma nova barra estabilizadora traseira foi incluída. O isolamento acústico é outro pronto de elogio no carro e foi empregado um novo compósito na parede corta fogo. Renovado para a briga, o Aircross quer continuar incomodando a concorrência, agora ainda mais invocado e atualizado.

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Ficha técnica:

Citroën Aircross 1.6 Auto Shine

Preço básico: R$ 58.990
Carro avaliado: R$ 69.290
Motor: 4 cilindros em linha 1.6, 16V
Cilindrada: 1587 cm3
Combustível: flex
Potência: 115 cv a 6.000 rpm (g) e 122 cv a 5.800 rpm (e)
Torque: 15,5 kgfm a 4.000 rpm (g) e 16,4 kgfm a 4.000 rpm (e)
Câmbio: automático sequencial, quatro marchas
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e tambor (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,307 m (c), 1,767 m (l), 1,742 m (a)
Entre-eixos: 2,542 m
Pneus: 205/60 R16
Porta-malas: 403 litros (1.500 litros com os bancos rebatidos)
Tanque: 55 litros
Peso: 1.328 kg
0-100 km/h: não divulgada
Velocidade máxima: não divulgada
Consumo: não divulgado
Nota do Inmetro: não participa

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