Civic a nova geração

A versão cupê, com duas portas, não deve ser vendida no Brasil

Depois de meses de muita especulação, a Honda apresentou, no Salão de Detroit, a nona geração do Civic. O cialmente, este ainda é um conceito, mas não é necessário muita imaginação para ver nele as formas de nitivas de nosso sedã médio. O próprio vice-presidente-executivo da Honda nos EUA, John Mendel, disse que o show car está muito próximo da realidade. Devem desaparecer as grandes rodas 19″, as máscaras negras dos faróis, os spoilers laterais e o aerofólio traseiro – e não mais do que isso. Nos bastidores do evento, comentava-se que o carro de nitivo pode ser mostrado ainda este mês no Salão de Chicago.

As vendas da versão de produção do novo Civic, nos EUA, começam no segundo trimestre deste ano.No Brasil, o modelo chega às revendas da marca japonesa entre julho e agosto, com a missão de resgatar a liderança de mercado que foi perdida para a Toyota. Poucas informações foram dadas sobre o novo modelo, que foi exposto ao público com os vidros escurecidos por películas re etivas e com as portas trancadas.


Segundo um desenho mostrado aos jornalistas, o interior não muda muito. O design externo também mantém muita semelhança com a geração atual, mas com mais modernidade. O que já era de esperar. Seria muito difícil repetir o impacto causado pela mudança radical de rumo da oitava geração, que começou a ser comercializada em 2005 e já soma 1,5 milhão de unidades vendidas em todo o mundo. Para a marca, a ideia é manter a alma do Civic, para que o carro continue atraindo consumidores jovens (nos EUA, 90% deles têm menos de 35 anos. Leia per l do consumidor brasileiro ao lado) com o design moderno, a segurança que oferece e, principalmente, a garantia de divertimento ao volante.

Se as mudanças na dianteira parecem discretas, a traseira ficou bem diferente

A dianteira traz o para-brisa mais inclinado, novo para-choque, grade diferenciada, um capô mais arredondado e faróis mais estreitos e a lados, que seguem em direção à lateral, mantida praticamente igual à do carro vendido hoje. Logo abaixo do conjunto ótico, uma linha de cintura bem marcada segue até a ponta da lanterna, que, inteiramente nova, lembra a do City e não avança mais sobre a tampa do porta-malas (que também foi redesenhada). Um ponto marcante dessa nova carroceria são os vincos profundos, que dão um ar de maior robustez ao modelo.

O sedã manterá a plataforma atual, com pequenas atualizações ainda não divulgadas. Não se falou do motor, mas Mendel garante que o carro fará cerca de 17 km/l na estrada. Na apresentação em Detroit, a marca anunciou que a nova família terá, além das versões sedã e cupê, duas versões esportivas Si, uma variante híbrida e uma a gás natural. Outra novidade é que esse será o primeiro modelo da Honda movido a gasolina com a tecnologia Eco Assist, já disponível no híbrido Insight e que muda alguns setups do carro para privilegiar a economia ou o desempenho. Essa nona geração tem tudo para agradar aos fãs do sedã atual. A dúvida é: será ela capaz de fazer o Civic reagir ao Corolla e, mais importante ainda, ao irmão City, que roubou muitos de seus clientes? O futuro dirá.

 

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