Com base de VW Tiguan, novo Audi Q3 estreia a partir de R$ 179.990

Audi Q3 enfim chega à segunda geração. Com plataforma MQB e multimídia touchscreen, ele chega em janeiro para desafiar Range Rover Evoque, Volvo XC40, BMW X1 e Mercedes GLA

Novo Audi Q3
Audi Q3 (Divulgação)

A Audi lançou neste domingo (17) no Brasil a segunda geração de seu SUV compacto Q3. Na verdade, “pré-lançou”, pois o modelo, que foi apresentado na Europa ainda em julho do ano passado, chega ao Brasil só em janeiro do ano que vem. Mas já estã,o em pré-venda a partir de amanhã em três versões com preços sugeridos a partir de R$ 179.990 (confira aqui a lista de configurações e equipamentos).

Quando o Audi Q3 nasceu, em 2011, e chegou ao Brasil em 2012, não havia ainda o Q2, seu irmão menor. Então agora, com o surgimento do modelo mais compacto, o Q3 teve que crescer. E, claro, também já havia passado da hora de adotar a moderna plataforma MQB, que já equipa o Q2 e também o VW Tiguan, seu “primo pobre” (tanto o Europeu quanto sua versão para o mercado norte-americano Allspace, espichada, que é vendida aqui) e outros modelos, como Jetta e Golf.

POR FORA

Nas dimensões externas, o novo Q3 é 10 cm maior que o antigo no comprimento e 2,5 na largura, além de ter ganhado quase 8 cm no entre-eixos. Só a altura diminuiu, mas em apenas 2 mm. 

No design, o Audi Q3 sempre foi mais crossover que SUV, mais baixo que o costume e parecendo mais um “hatch bombado” do que um utilitário-esportivo — exatamente como seus rivais Mercedes-Benz e BMW X1 (o de primeira geração; o de segunda parece mais uma minivan). Continua assim, mas ao menos neste Audi, diferentemente do que ocorre com tantos outros, as mudanças visuais feitas podem ser notadas por quem não é fã ou especialista. A grade octagonal é marcante e agora as lanternas traseiras invadem a tampa. Faróis e lanternas são full LED.

Nesse ponto, o Volvo XC40 é um pouquinho “mais SUV”, mas nenhum parece tanto um legítimo SUV, tanto no design quanto na capacidade off-road, quanto o Range Rover Evoque – que nasceu antes de Q3 e companhia e também chegou agora à segunda geração. Em nossa opinião, o inglês ainda é o modelo a ser batido – em visual, qualidade, acabamento e tecnologia – no segmento de SUVs compactos “premium”. 

A segunda geração do Q3 estreou na Europa há pouco também uma versão Sportback, alinhada com a moda de SUV-cupês, para brigar com BMW X2/X4 e outros. Tem a coluna C mais inclinada e deve chegar ao Brasil em meados do ano que vem.

DEBAIXO DO CAPÔ

Na mecânica, o antigo 1.4 flex de 150 cv e 25,5 kgfm agora é movido só a gasolina com mesmos potência e torque. O 1.5 mais novo e mais moderno, disponível na Europa e que desliga dois cilindros quando não se exige muito dele para ajudar a poupar combustível, ainda não vem.

O conhecido 2.0 agora tem 230 cv e equipa as versões com tração integral quattro – principalmente dianteira, mas que distribui a potência entre os eixos, e entre as rodas por “diferencial” eletrônico, conforme a necessidade. Mas, infelizmente, elas (ainda) não foram anunciadas para vir ao Brasil.

Embora na Europa haja Q3 com câmbio manual, aqui no Brasil, por questões de demanda, ele será sempre vendido com a já conhecida transmissão automatizada de dupla embreagem e seis marchas (com o motor 1,5 são sete).

POR DENTRO

Dentro da cabine, com as novas dimensões, o espaço melhorou, principalmente no banco traseiro. E o porta-malas, antes insuficiente, cresceu de 315 litros (equivalente ao de um hatch) para ótimos 530 litros (o GLA tem 420; o Toyota RAV4, 580). Isso quando o banco traseiro corrediço está o máximo para  trás; quando está para frente, são 615 litros.

Além de de mais espaço, agora o Audi Q3 tem painel digital em todas as versões, de série. E aqueles que criticavam o sistema multimídia MMI por não ter comandos touchscreen agora não têm mais do que reclamar. Todas as funções do novo Audi Q3 podem ser controladas na tela central, que tem resolução impressionante — porém mais difíceis de “acertar” com o carro em movimento do que os comandos fixos (sempre uma questão). Do lado negativo, a tela ficou mais baixa, mais longe da visão do motorista.

FABRICADO NO BRASIL?

Enquanto o primeiro Q3 era fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná, o novo será inicialmente importado da Hungria. A fabricação nacional deve acontecer, mas obviamente dependerá dos rumos que tomar nossa conturbada economia nos próximos meses.

AO VOLANTE

Teremos nossas primeiras impressões ao volante em breve, em um teste drive que realizaremos em estradas asfaltadas e trechos off-road na Chapada dos Guimarães (MT).