Coração Valente

Roberto Assunção

Passado pouco mais de um ano, a reformulada Chevrolet S10 e a irmã Trailblazer receberam um transplante de coração. As versões a diesel estreiam a segunda geração do motor 2.8 CDTI. “O foco foi melhorar desempenho, consumo e dirigibilidade”, explica Paulo Ridel, diretor de engenharia de Powertrain da GM. A parte mecânica traz algumas novidades. Entre elas, coletor de admissão de plástico (antes de alumínio), nova turbina de geometria variável, módulo de controle do motor e um sistema de injeção com pressão de trabalho de 2.000 bar (antes de 1.600 bar) e novos bicos injetores, que, juntos, possibilitaram ganhar potência. Também vieram novos pistões e as molas de válvulas foram reforçadas. A nova válvula EGR eletrônica (a anterior tinha controle por pressão) permitiu o aumento de potência e a redução do consumo e das emissões.

O importante para o consumidor é que todas essas melhorias são sentidas no pé. Houve um ganho nas respostas nos giros baixos e cerca de 90% do torque está disponível em 1.700 rpm. Um novo câmbio manual de seis marchas passa a ser disponibilizado somente nas versões a diesel da S10. “O melhor escalonamento das marchas possibilitou melhor dirigibilidade, consumo e redução de ruídos, principalmente na estrada”, diz Ridel. O casamento da caixa com o motor permitiu que a picape agora deslanche em qualquer rotação sem exigir trocas constantes de marchas. Os engates são precisos, inclusive o da sexta. Já a troca de óleo do câmbio é para 160 mil quilômetros. A transmissão manual de cinco marchas continua nas versões flex da picape, assim como a automática – comum à Trailblazer.

De resto, tudo igual e os modelos seguem na linha 2014 sem mudanças no exterior. Em contrapartida, a novidade do interior é o sistema de conectividade MyLink – a exemplo do Onix, Prisma, Cobalt e Spin – já disponível desde a versão LT da S10. “A demanda tem sido muito grande, e 75% dos Onix e Prisma vendidos trazem esse sistema de conectividade. Sendo assim, decidimos estender para a S10 e a Trailblazer”, conta Hermann Mahnke, diretor de marketing da GM do Brasil. Já nas versões LTZ, o MyLink é mais sofisticado e traz leitor de CD/DVD e navegador por GPS integrado – assim, não é mais preciso baixar o aplicativo BringGo no smartphone.

A S10 também recebeu novos itens como os sensores de estacionamento e console de teto com luzes de leitura direcionais. O controle de velocidade em aclive e o assistente de subida passam a integrar a S10 LTZ. Já a Trailblazer também saiu ganhando. Agora, traz os airbags laterais (totalizando seis bolsas de ar) e câmera de ré integrada ao MyLink. “A caixa organizadora e a cobertura articulada do porta-malas passam a ser de série devido a uma demanda muito grande dos consumidores”, conta Mahnke. A S10 LTZ tem preço de R$ 135.990, enquanto a Trailblazer LTZ custa a partir de R$ 162.690, ambas a diesel.

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