Cuidado com o seguro

Ele agrada como carro, mas peca no seguro e na manutenção

O VW Golf ainda é um dos hatches que mais agradam ao consumidor brasileiro desde os anos 90, quando começou a ser importado. Alguns obstáculos fazem com que hoje fique atrás dos concorrentes no mercado: preços das peças e do seguro.

Estes são pontos que devem ser levados em consideração na hora de adquirir este modelo usado. Por ter manutenção cara, além de um alto índice de roubos, as seguradoras elevam o valor do seguro. Para se ter ideia, na cotação feita pela seguradora Azul, o preço cobrado em um perfil ideal é de R$ 2.661, enquanto a franquia ultrapassa os R$ 3 mil. Vale lembrar que, dependendo do perfil do proprietário, a tendência é que o valor seja ainda maior. “O consumidor desse tipo de modelo acaba optando pelo sistema de rastreadores via satélite em vez de de colocá-lo no seguro, pelo alto valor cobrado”, explica Fábio Guadalupe, da D&G Corretora.

Mesmo assim, alguns proprietários deixam de lado tais complicacões e acabam optando pelo VW. Com R$ 24 mil, é possível comprar um modelo 2.0 ano 2000. O veículo, além de ser muito atraente, tem, segundo os proprietários consultados, bastante conforto e mecânica confiável. “Gosto muito do Golf. Tenho este carro há uns seis anos e nunca tive qualquer tipo de problema quanto à mecânica e ao câmbio, apesar de ter ciência de que se trata de um carro com bom custo/benefício”, analisa Erik Mazzei. “Nunca, nestes três anos em que estou com o carro, tive algum problema. Gosto do estilo esportivo, da mecânica confiável e da dirigibilidade deste VW”, diz Rodrigo Barbato.

Alguns proprietários, no entanto, reclamam do consumo. “Gosto de tudo neste VW, mas o consumo me deixa louco. Quinze litros de gasolina quase não dão para nada”, declara Arthur Oliveira Neto. Na visão dos mecânicos, a opinião foi unânime quanto à confiabilidade do motor 2.0 que equipa este hatch. “Poucos foram os carros que passaram por aqui nos últimos anos, mas nunca tive problemas graves com o Golf, apenas trocas de peças desgatadas pelo uso normal”, disse Thiago Serqueira, da Tyr Centro Automotivo. Já Mauro Frison, da Frison Tech, também considera o Golf um carro muito bom. “Trata-se de um carro que agrada, mas é na hora de trocar alguma peça, ou quando acontece algum tipo de colisão, que o proprietário percebe o carro que tem nas mãos”, completa o mecânico.

Para quem busca um hatch com bom desempenho e conforto – mas não se peocupa com custo de manutencão e consumo –, o Golf 2.0 pode ser uma boa compra. Mas não se esqueça de fazer uma cotação do seguro antes de comprá-lo.

O painel tem iluninação azul e acabamento de primeira. Nas versões mais caras, banco de couro

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