Detroit: menores e mais europeus


Dodge Dart, maior estrela do salão e principal símbolo do renascimento da Dodge, agora parte do Grupo Fiat.

Os tradicionais carrões norteamericanos acabaram cando em segundo plano na edição deste ano do Salão de Detroit. Ao circular pelos corredores do terceiro maior evento do setor automotivo mundial, a principal mudança que se vê é a diminuição dos carros apresentados pelas montadoras – americanas ou não -, além do design inspirado nos modelos europeus e um investimento em conectividade para atrair um público jovem.

Mini Roadster – Mini Cooper, agora com a carroceria de Roadster.

Entre as 32 estreias mundiais, uma das estrelas que reúnem essas características é o Dodge Dart, o primeiro carro produzido pela parceria Fiat-Chrysler no segmento dos compactos. É claro que é preciso colocar em perspectiva o compacto americano. “Eles diminuíram, mas nunca serão pequenos como os europeus”, diz Jeff Schuster, da consultoria americana LMC Automotive. Se o tamanho ainda não é igual, o mesmo não se pode dizer do design. O Dodge Dart foi desenvolvido sobre a plataforma do Alfa Romeo Giulietta, da italiana Fiat, hoje dona da Chrysler. Esse encolhimento é re exo da recessão de 2008 e da alta no preço dos combustíveis que obrigou as montadoras a buscar carros mais econômicos.

Acima, uma bastante curiosa picape-conceito baseada no smart

Hyundai Genesis Coupé – Ganhou um design similar ao do Veloster

Nissan Pathfinder Concept que pode voltar ao Brasil.

Chevrolet Sonic que chega ainda este ano ao Brasil

Accord Coupé, um conceito que indica como cará a nova geração do Honda

A General Motors também mostra as mudanças em seus modelos com a nova geração do Sonic, que será fabricado no México e exportado para o Brasil. O diferencial é sua conectividade: o carrinho conta com o sistema OnStar, que fornece informações como GPS, alertas de riscosde acidentes e diagnósticos do carro. Com esse modelo, a GM, que voltou a ser a maior montadora do mundo (mas ocupa a sexta posição em veículos de passeio nos Estados Unidos), briga diretamente com a Ford, que conta com o New Fiesta e o Focus como principais armas para abocanhar uma parcela do público jovem.

Ford Fusion – A Ford apresentou uma novidade que interessa muito aos brasileiros: a nova geração do Ford Fusion, que em breve chega ao Brasil. Acima, o painel do sedã, que agora ficou ainda mais refinado e sofisticado

VW E-Bugster, uma versão elétrica do Beetle

BMW 335i, a BMW tinha cado devendo quando mostrou o novo Série 3

Mercedes SL, a Mercedes investiu em materiais mais leves para tornar o grande conversível SL mais e ciente no consumo de combustível

Porsche 911 Cabriolet

Se nem sempre é possível encolher, pelo menos é preciso car mais leve. E não são apenas as americanas que estão se adaptando. Tome o exemplo da alemã Mercedes-Benz, que marcou presença com o lançamento da sexta geração do SL, o tradicional modelo conversível que já teve entre seus compradores famosos como o cantor Elvis Presley. O nome faz jus ao que foi apresentado: com o S para Sport e o L para leve, a montadora alemã mostrou um carro que cou 140 kg mais leve – e com conexão Wi-Fi -, mas com o mesmo formato que o tornou famoso nos anos 1950. Menos peso, em um carro, signi ca mais agilidade e mais e ciência. E a Mercedes precisa correr na briga pelo mercado, já que recentemente perdeu a liderança no segmento premium nos EUA para a compatriota BMW.

 

Chrysler 700 C

Toyota Prius C

Toyota NS4

Lexus LF-LC

VW Jetta Hybrid

Chevrolet TRU 140S

Os modelos ecologicamente corretos, mais uma vez, estavam em alta: foram exibidos a versão compacta do Prius e conceitos da Toyota e da Chevrolet, além do Lexus LF-LC e do Jetta Hybrid. No alto, o estranho conceito familiar Chrysler 700 C

O Chevrolet Code 130R é um conceito de tração traseira que compartilha componentes com o GM Cruze e tem motor 1.4 turbo de 150 cv

Se as novidades foram poucas sobre os modelos que serão comercializados no mercado americano, as montadoras reservaram boa parte do show para mostrar seus conceitos – muitos também compactos – ecologicamente corretos.

A pioneira Toyota, dona do híbrido Prius, apresentou mais dois modelos sustentáveis: o híbrido Lexus LF-LC e o conceito híbrido plug-in NS4. Pegando carona no exemplo da japonesa, as americanas também estão fazendo sua parte. A GM, dona do elétrico Volt, apresentou dois conceitos compactos híbridos, com foco no público jovem: o Code 130R, uma espécie de mini Camaro, e o TRU 140S. Já a alemã Volkswagen marcou presença com um conceito elétrico do Beetle, o E-Bugster, além do já comercializado Jetta Hybrid. “Se no Salão do ano passado as companhias a rmavam que saíram da crise, neste elas tinham de mostrar inovação, e zeram isso com essas tecnologias”, diz David Wuong, da consultoria americana Kaiser Associates. Mas ainda há muito a ser feito, apesar da alta de 10% nas vendas do ano passado. A variedade e quantidade de lançamentos em Detroit mostram que o setor automotivo dos Estados Unidos respira mais aliviado e já entende a mudança do consumidor.

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