Diga com quem andas…


FORD EDGE SEL R$ 149.700

Com o avanço incontestável do aquecimento global e o alto preço dos combustíveis, o mundo começa a olhar torto para os motores grandes e gastões. Até os americanos, fanáticos por suas barcas sobre rodas, começam a ponderar opções mais econômicas. Mas no Brasil esses propulsores estão cada vez mais populares e equipam estes dois novos modelos das fotos acima, recém-lançados no mercado nacional.

Na contramão da consciência ambiental, Ford Edge e Toyota SW4 são modelos grandalhões, que passam dos dois mil quilos e que, portanto, precisam ser movimentados por motorzões parrudos. No caso, duas unidades seis cilindros com mais de 250 cv de potência cada um, e que queimam combustível sem a menor cerimônia.

TOYOTA SW4 SRV V6 R$ 156.800

O modelo da marca americana é fabricado no Canadá e custa caros R$ 149.700. Seu concorrente, da japonesa Toyota, é importado da Argentina e, a despeito de todos os benefícios fiscais, consegue ser ainda mais caro: R$ 156.980. Só para comparar, um Land Rover Freelander sai a partir de R$ 128.000 e o Hyundai Santa Fé tem preço de tabela de R$ 120.300. Mas o que esses modelos oferecem para justificar seus preços? Em relação aos equipamentos, uma infinidade de mimos de conforto e itens de segurança.

A bordo do Edge, você se sente em uma sala de estar. O espaço é enorme para qualquer um dos ocupantes, o acabamento é bem cuidado, o painel tem linhas modernas e o sistema de entretenimento Sync, com tela touch screen, chama a atenção. Ao entrar no SW4 (em muitos casos utilizando o estribo para alcançar o banco) a sensação é bem diferente. O carro parece mais despojado, menos refinado e acolhedor. E, e fato, o modelo oferece menos quando comparado ao rival.

No Ford há ar-condicionado digital bizone, banco com ajustes elétricos em seis posições, inclusive lombar, computador de bordo, volante com ajuste de altura e profundidade, sensor de estacionamento, acendimento automático dos faróis, sistema de som moderno, teto solar, seis airbags (com sensores de peso e distância do ocupante para regulagem do enchimento da bolsa), controle de estabilidade, rebatimento automático dos bancos para ampliar a capacidade do bagageiro, uma infinidade de porta-objetos entre outros.

Ao Toyota faltam alguns ajustes a mais nos bancos, faltam airbags (há apenas o duplo dianteiro), falta o sensor de estacionamento (que deveria ser obrigatório por lei para um carro dessa altura), entre outros itens. Mas para quem tem família grande, há dois assentos extras no porta-malas que podem ser de grande auxílio. Não são exatamente confortáveis, mas quebram um bom galho para quem precisa, ao menos exporadicamente, acomodar sete pessoas no carro.

Ao ligar os motores, o som metálico do V6 que equipa o SW4 é menos agradável do que o ronco grave e “redondo” do seis cilindros da Ford. Mas na primeira arrancada, o Toyota mostra poder. Seu propulsor 4.0 de 238 cv tem menor potência específica que o 3.5 de 269 cv do Ford, mas agrada pela ampla oferta de torque nas baixas rotações. Apesar de estar conduzindo um modelo de 2.510 kg, o motorista desfruta de uma leveza e de uma agilidade notáveis. O torque máximo de 38,3 kgfm é atingido às 3.200 rpm, mas, no trânsito urbano, você raramente vai passar das duas mil rotações, faixa em que já terá muita força a seu dispor. O câmbio de cinco marchas garante trocas justas, rápidas e suaves, sem comprometer o conforto. O motor do Edge também garante agilidade ao grandalhão de 2.026 kg, mas ele parece sofrer um pouco mais nas acelerações. Ainda assim, chega aos 100 km/h em 9,5 segundos, um número excelente para seu porte.

Quanto ao conforto de marcha, o Edge leva vantagem. Apesar de ambos oferecerem uma configuração parecida, com quatro rodas independentes, o Ford tem subchassi traseiro e um acerto que filtra de forma adequada as irregularidades do solo, além do que, sua carroceria monobloco (o SW4 usa chassi) oferece menos balanço. O Toyota não é ruim, mas seu comportamento, apesar da construção modernizada, ainda lembra mais uma picape do que um automóvel.

Em contrapartida, quem quer desfrutar dos prazeres do fora-deestrada, encontrará no modelo japonês um aliado mais confiável e experiente. O Edge, assim como ele, tem tração integral “inteligente”, que divide o torque de acordo com a demanda, mas não dispõe de reduzida, nem de bloqueio do diferencial, além de não ter bom ângulo de ataque, o que o faz “enroscar” na travessia de terrenos inóspitos.

A julgar pelo nível de conforto e pelo preço, o Edge é o modelo mais indicado para o consumidor que quer um grandalhão apenas para rodar no dia a dia. O SW4 deve ficar para quem tem necessidades mais específicas e precisa de um carro apto para o off-road ou ainda necessita dos assentos extras do porta-malas. A escolha é sua.

 

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