Dirigir ou ser dirigido? Renault faz aposta dupla em Frankfurt com Mégane R.S. e Symbioz

No Salão de Frankfurt, Renault mostra Symbioz, um conceito de carro totalmente autônomo que se integra à sua casa, e a nova geração do Mégane R.S., um esportivo para os apaixonados por dirigir

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Com a promessa dos carros autônomos cada vez mais próxima, os apaixonados por dirigir temem o futuro. Mas no Salão de Frankfurt algumas marcas nos deixam cheios de esperança de que o prazer ao volante não vai morrer. Entre um futuro em que não sabemos se vamos dirigir ou ser dirigidos, a Renault, por exemplo, fez uma aposta dupla: mostrou o novo esportivo Mégane R.S. e um carro-conceito autônomo chamado Symbioz – uma visão do que devem ser os carros daqui a apenas 13 anos, em 2030.

Se você é apaixonado pelo prazer ao volante, certamente vai se apaixonar pela nova geração do Mégane R.S.. Agora com quatro rodas esterçantes, a hot hatch promete uma dirigibilidade extremamente afiada, com uma capacidade de mudar de trajetória e fazer curvas inédita no segmento. Já o motor, surpreendentemente, é um 4 cilindros de apenas 1,8 litro. Mas antes de criticar, saiba que a unidade é turbinada e desenvolve 280 cv e nada menos que 39,8 kgfm – disponíveis na totalidade de 2.400 a 5.000 rpm. Aliado a ele estão transmissões de seis marchas, manual ou automatizada de dupla embreagem Há, ainda, cinco modos de direção que mudam diversos parâmetros do carro. A marca ainda não divulgou os dados de desempenho, mas não será fraco.

Já o Symbioz é um carro-conceito para 2030, e, muito mais do que autônomo, ele pretende se integrar à caso de seu proprietário – daí o nome, que vem de simbiose, uma relação de ajuda mútua. Isso porque o carro pode ser colocado dentro de casa quando não está em uso e trocar informações e energia elétrica com ela. No horário de pico, quando a energia será mais cara,por exemplo, o Symbioz pode passar sua energia excedente para o uso doméstico. Se estiver descarregado, a casa pode recarregá-lo durante a madrugada.

Segundo o designer-chefe da Renault, Laurens Van den Acker, o Symbioz “é um carro para “viver, trabalhar e viajar. Para dirigir ou ser dirigido, para se passar o tempo com a família e os amigos”.  Inspirado na arquitetura, ele tem uma grande área envidraçada. A cabine muda conforme a necessidade: volante e pedais podem ser escondidos e os bancos – ou poltronas – dianteiros podem virar para trás, transformando-o praticamente em uma sala de estar.

Com 4,7 metros de comprimento – pouco mais do que um Hyundai Santa Fe– o Symbioz tem um motor elétrico em cada eixo, que garantem 500 km de autonomia e uma aceleração de 0-100 km/h em 6 segundos! Tudo isso com baterias que podem ser recarregadas em menos de uma hora. E se você achou que é muito “viagem” dos designers e projetistas, uma versão funcional do carro será apresentada aos jornalistas até o fim deste ano. Ah, e O Symbioz permitirá, sim, escolher entre dirigir e ser dirigido. Com essa aceleração, certamente escolheremos a primeira opção – a não ser na hora do rush em São Paulo e outras megacidades.

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