Diversão em pacote compacto

Se você está cansado do visual da maioria dos carros, o Mini é uma opção para fugir da monotonia. Com o seu perfil baixo e largo e uma chamativa paletas de cores, circular com um desses no trânsito é pedir para ser notado. Mas se, além disso, você quer um carro rápido, então a sua escolha deve ser um exemplar da versão John Cooper Works, que chega ao país a partir deste mês.

O esportivo da linha conserva todos os atrativos das versões mais simples e vai além. As rodas são exclusivas, assim como o kit aerodinâmico com grade, molduras de para-lama, saias laterais e aerofólio. Um novo escape e faróis com luzes de LED completam o pacote e ajudam a dar um ‘up’ no visual do carro.

Já sob o capô, o modelo está equipado com uma versão apimentada do motor 2.0 TwinPower Turbo do Cooper S, que ganhou novos pistões, intercooler e radiador para desenvolver 231 cv. São 39 cv a mais do que no Cooper S. Força suficiente para levar o mais potente dos Mini a acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 6,1 segundos e atingir máxima de 246 km/h.

Terminada a apresentação, é hora de girar a chave no contato. Pode parecer clichê. E é. Mas mesmo com o visual invocado e os dados técnicos que saltam aos olhos, o melhor você só percebe ao apertar o botão de partida no console central.

A posição de dirigir é um dos pontos positivos do John Cooper Works. É fácil achar o ajuste ideal dos bancos do tipo concha, que seguram bem o corpo nas curvas. A união de suspensão firme, direção direta e um acelerador que responde prontamente aos comandos torna fácil desenvolver e manter altas velocidades com foi constatado no test-drive de cerca de 200 quilômetros que fizemos com o modelo. Britânico, o Mini tem reações e uma precisão tipicamente germânica ao volante.

Ponto positivo para a transmissão automática, que apesar de ser convencional, com conversor de torque, é surpreendentemente rápida nas trocas. De acordo com o fabricante, ela é tão ágil que o carro nesta configuração atinge os 100 km/h em um tempo 0,2 segundo menor que com o câmbio manual. E quem quer se divertir pode utilizar ainda a opção de trocas de marcha sequenciais, por borboletas atrás do volante.

Mas há também algumas ressalvas. Apesar de recalibrada em relação ao Mini John Cooper Works da geração passada, o conjunto de suspensão ainda é bem firme e transmite aos passageiros as irregularidades no asfalto, mesmo quando é selecionado o modo Mid do seletor de modos de condução (ainda está disponível o esportivo Sport e o econômico Green).

Outro detalhe incômodo é o grande número de botões na cabine. São cerca de 50 comandos para acionar rádio, sistema de ventilação, controlador automático de velocidade e sistema multimídia, e que exigem certo treino do motorista para tornar a tarefa de acionar comandos ou mexer no sistema multimídia mais intuitiva.

O preço também é salgado: são R$ 153.950, ou R$ 20 mil a mais que o Cooper S Automático Sport. É o preço da diversão.

Mini John Cooper Works
Motor: 4 cilindros em linha, duplo comando variável, start-stop, injeção direta, turbo  Cilindrada: 2000 cm3
Combustível: gasolina
Potência: 231 cv a 5.200 rpm
Torque: 32 kgfm de 1.250 a 4.800 rpm
Câmbio: automático sequencial, seis marchas
Tração: dianteira
Direção: elétrica
Dimensões: 3,875 m (c), 1,932 m (l), 1,414 m (a)
Entre-eixos: 2,495 m
Pneus: 205/40 R18
Porta-malas: 211 litros
Tanque: 44 litros
Peso: 1.220 kg
0-100 km/h: 6s1
Velocidade máxima: 246 km/h
Consumo: não divulgado
Nota do Inmetro: não participa

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