EcoSport 2.0 ao preço de 1.6


ECOSPORT 4WD FLEX R$ 62.150

O Ecosport é um carro de sucesso. Mas o fenômeno Tucson está obrigando a Ford a colocar as barbas de molho. O EcoSport 2.0 flex acaba de ser lançado e a marca aproveitou para reposicionar os preços da linha. Agora, a versão FreeStyle, que representa 60% das vendas do modelo, está disponível também com o motor maior e por um preço apenas R$ 1 mil mais alto que o do 1.6. “Haverá sim uma migração para o 2.0, mas as unidades 1.6 que vão sobrar já têm destino certo”, afirmou Adriana Carradori, gerente de produto da Ford. Entenda-se por destino certo os demais produtos da marca que utilizam a unidade.

A versão com motor 2.0 flex avaliada era um modelo 4×4 que hoje tem preço de R$ 62.150. Além das mudanças convencionais do sistema de injeção, ignição e da centralina, o gerente de avaliação e desenvolvimento de veículos da Ford, Klaus Mello, aponta como principais destaques do processo de adequação ao novo combustível a utilização de assentos de válvulas mais resistentes, um sistema de escape com tubos e silencioso de aço inox para evitar a corrosão e o reposicionamento do catalisador junto ao coletor de escapamento, para que, recebendo os gases mais quentes, atinja mais rápido a temperatura ideal, diminuindo a emissão de poluentes. O filtro de ar passa a ter captação frontal e é montado sobre o motor, deixando o cofre mais bonito e servindo como uma espécie de abafador de ruídos.

Em relação à versão a gasolina, que deixa de existir, o modelo perdeu potência (baixou de 143 cv para 141 cv), mas manteve o torque.

Abastecido com álcool, ganha 4 cv (chegando a 145 cv a 6.000 rpm) e insignificante 0,4 kgfm de torque (que totalizam ótimos ótimos 19,5 kgfm a 4.250 rpm). O câmbio e suas relações foram mantidos.

Na utilização diária, a diferença não é sentida e provavelmente essa era a premissa dos engenheiros do projeto. Como esse motor Duratec é uma unidade moderna, silenciosa e elástica, a dirigibilidade nunca foi um problema para o EcoSport top de linha. A questão era apenas fazê-lo funcionar com álcool, mantendo a suavidade de condução e controlando o consumo. E eles conseguiram. O carro continua o mesmo Eco 4WD de sempre: talentoso para contornar curvas, vigoroso nas acelerações, eficiente porém menos brilhante nas retomadas e, principalmente, um tanto gastão. Durante a avaliação, o computador de bordo marcou médias entre 5,9 e 7 km/l. Nada absurdo, se comparado aos demais flex de mesma cilindrada. Mas pesa no bolso. E esse é o único ponto que pode deixar o consumidor na dúvida ao migrar para o modelo 2.0. Fora isso, são só vantagens.

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