Ele é o curinga da GM

Com o Tracker partindo de R$ 82.050, faltava à Chevrolet um “jipinho” para disputar mercado em uma faixa de preço mais baixa. Com a chegada desse Spin Activ, não falta mais. As aspas no jipinho, que que claro, são porque de jipe o Spin não tem nada – assim como seus rivais diretos ou indiretos, seja CrossFox, seja Citroën Aircross ou até o EcoSport. Não são SUVs legítimos, preferem o asfalto à terra, a cidade ao campo. Fantasiados de aventureiros, porém, satisfazem o consumidor que busca uma imagem mais jovem e ousada. Mesmo que seja em uma minivan familiar como o Spin, que nasceu para substituir Za ra e Meriva e agora ganha esse terceiro papel na linha Chevrolet, da GM.

Vendido por R$ 62.060 na versão manual e R$ 65.860 na automática, a fórmula do Spin Activ não é inovadora. Segue o caminho já trilhado, com sucesso, pelos concorrentes. Não se limita a adicionar estepe na traseira e adereços como rack de teto, para-choques diferentes, faixas laterais e faróis com máscara negra – mas não vai muito além disso. Rodas aro 16 com pneus mistos elevaram o Spin em apenas 8 mm, o que não representa nenhuma vantagem para enfrentar valetas e buracos, mas as suspensões foram recalibradas para garantir ao modelo mais “atitude”. A impressão é de que de fato  caram levemente mais rmes, esportivas, mas não sacri cam o conforto. O motor é o mesmo 1.8 ex, não muito potente (108 cv), mas na versão manual as relações de marcha foram alteradas – com uma primeira mais curta para saídas vigorosas. Já a versão automática, que deve representar 70% das vendas, ganha a segunda geração da transmissão de seis marchas (como todos os Spin). As trocas estão mais suaves e rápidas, nota-se, principalmente em reduções duplas. O desempenho, porém, é bem de minivan familiar, com acelerações e retomadas lentas. Um carro para dirigir com calma. 

Para o estepe exposto na traseira, a solução foi “a la CrossFox” – mas com posicionamento central, e não lateral. Para acessar o portamalas, é preciso primeiro puxar o estepe para a esquerda, usando uma espécie de maçaneta, e depois abrir a tampa. Nada muito prático, e, para fechar, é preciso bater com força. Já no interior da cabine, o Spin Activ se limita a oferecer bancos esportivos com listras brancas. No mais, é o mesmo, com ótimo espaço interno, boa central multimídia e ergonomia razoável (falta ajuste de profundidade do volante).

A princípio, o Activ tem apenas versões de cinco lugares, já que, segundo a marca, a prioridade desse consumidor aventureiro é o porta-malas – no caso, enorme, com 710 litros (a versão LTZ, de sete lugares, perde muito, já que os bancos não somem no assoalho como na extinta Za ra). Considerando tamanho, motorização e preço, esse Spin Activ tem uma boa relação custo-benefício. Nesse novo papel, deve repetir o sucesso das demais versões. 

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