Ele leva tudo na esportiva

De acordo com a Chevrolet, o Sonic é um carro voltado para o público jovem, antenado, que busca esportividade, design atraente, e não está muito preocupado em quanto gastará para ter um carro com essas características. Pensando nesse público-alvo, o novo modelo da marca americana atende aos anseios. Ele realmente é um automóvel com design atraente, bastante tecnologia e uma boa dose de esportividade. Mas cobra caro por isso. Até o fechamento desta edição, a marca ainda não havia revelado por quanto o modelo seria vendido no País. Mas informou que, no caso da versão hatch, o valor cará entre R$ 48,5 mil e R$ 59 mil e para o sedã a faixa de valor ficará entre R$ 51,5 mil e R$ 62 mil. Mesmo se considerarmos os valores mais baixos dessa estimativa, a versão dois volumes ficaria cerca de R$ 4 mil mais cara que o New Fiesta, seu principal concorrente.

Mas se na política de preços o Sonic não é agressivo, não se pode dizer o mesmo do design e do desempenho. Desenvolvido pela subsidiária da Chevrolet da Coreia do Sul, de onde ele deverá ser importado até que comece a ser fabricado no México, o modelo tem como principal arma o visual arrojado. O que mais chama a atenção é o conjunto ótico dianteiro, formado por faróis com canhões de luz expostos, isso mesmo, sem qualquer superfície de vidro. As lanternas traseiras, na versão dois volumes, também seguiram essa linha e lembram faróis de motocicleta.

A versão sedã mantém o mesmo caráter esportivo do hatch. O espaço para quem vai no banco traseiro é su ciente para quatro pessoas. O porta-malas de 477 litros tem alças do tipo pescoço de ganso, que invadem o bagageiro, mas o banco rebatido permite levar cargas maiores

Por dentro, as duas versões são iguais. O interior é baseado no conceito dual cockpit e as linhas do painel são tão modernas quanto o visual externo, sem afetar o espaço, que é satisfatório tanto para os ocupantes da frente como para quem viaja atrás. Mesmo assim, o destaque do interior fica com o painel de instrumentos, também inspirado nos de motos com contagiros analógico e um visor digital LCD com os outros indicadores.

A maçaneta escondida faz o carro parecer um duas-portas

A esportividade, no entanto, não fica apenas no visual. O compacto chega ao País com um interessante conjunto mecânico. Sob o capô, o novo motor 1.6 16V Ecotec, o caçula da família de propulsores que hoje equipa a Captiva. Seu cabeçote possui duplo comando de válvulas continuamente variáveis (Dual CVVT). Na prática, esse sistema otimiza a queima por permitir mais variações no tempo de abertura das válvulas de admissão e escape. Além disso, o motor também tem coletor de admissão variável, um dos grandes responsáveis pelas respostas rápidas de arrancada. A potência dessa unidade é 120 cv a 6.000 rpm quando abastecida com etanol e 116 cv com o combustível do petróleo.

O painel repete a fórmula “duplo cockpit” dando continuidade ao design agressivo. Na lista de itens de série, ar (analógico), direção e airbag duplo. Abaixo, a troca sequencial por botão na alavanca – pouco acessível. O porta-malas é pequeno: 265 litros e há porta-objetos sob o banco

Ágil e valente, o Sonic atinge 90% do seu torque máximo já por volta das 2.200 rpm. O pico de 16,3 kgfm aparece a 4.000 rpm. Para administrar esse torque, a Chevrolet equipou o carro com duas opções de câmbio: um manual de cinco velocidades ou um automático de seis marchas, com opção sequencial que, aliás, é o único ponto negativo na dirigibilidade do carro. As trocas são feitas por meio de um botão – não tão acessível – na alavanca de câmbio, tirando a agilidade das passagens justamente em uma hora na qual o motorista pretende abusar dos atributos esportivos do carro. Borboletas no volante seriam muitíssimo bem-vindas. Tirando isso, é um modelo divertido com respostas rápidas da direção e uma boa estabilidade, mesmo com eixo de torção na traseira. O conforto não é seu ponto alto, mas não incomoda.

A partir deste mês, o compacto estará disponível nas versões LT e LTZ. De série, desde a versão mais simples, ar-condicionado, airbags dianteiros, direção hidráulica, computador de bordo, freios ABS com sistema EBD, trio elétrico e rodas de liga aro 15. A versão topo oferece ainda sensor de estacionamento, faróis de neblina, controles do rádio no volante e rodas 16″. Essa extensa lista de equipamentos é uma de suas armas na briga contra Fit, City e New Fiesta.

Chevrolet Sonic LTZ

MOTOR quatro cilindros em linha, 1,6 litro, 16V, comando variável TRANSMISSÃO automática sequencial, seis marchas, tração dianteira DIMENSÕES comp.: 4,04 m (sedã: 4,39) – larg.: 1,73 m – alt.: 1,52 m ENTRE-EIXOS 2,525 m PORTA-MALAS 265 litros (sedã: 477 litros) PNEUS 205/55 R16 PESO 1.150 kg (sedã: 1.171 kg) GASOLINA POTÊNCIA 116 cv a 6.000 rpm TORQUE 15,8 kgfm a 4.000 rpm VEL. MÁXIMA não disponível 0 – 100 KM/H não disponível CONSUMO não disponível CONSUMO REAL não disponível ETANOL POTÊNCIA 120 cv a 6.000 rpm TORQUE 16,3 kgfm a 4.000 rpm VEL. MÁXIMA não disponível 0 – 100 KM/H não disponível CONSUMO não disponível CONSUMO REAL não disponível

 

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