ELE SERÁ BRASILEIRO

EFFA M100 R$ 22.980

No mês passado, a importadora EFFA Motors começou a vender o chinês M100. Seu principal apelo é o preço de R$ 22.980, que tirou do Fiat Mille o título de carro mais barato do Brasil. Vendido em uma única versão quatro portas, o compacto tem como itens de série ar-condicionado, CD player, travas e vidros elétricos. O Mille sai na versão mais básica, com duas portas, por R$ 23.680. Acrescentando como opcionais os mesmos itens de série oferecidos no M100, com exceção do CD player, seu preço vai para R$ 28.058. Na carroceria quatro portas (que básica custa R$ 25.420), com essa mesma configuração o valor sobe para R$ 29.887. Isso prova que o EFFA realmente oferece um pacote muito mais em conta.

Mas não basta ser barato: o veículo chinês não agrada com sua dirigibilidade. Na cidade até que se mostra ágil e satisfatório, mas quando o motorista resolve pegar a estrada não oferece a menor sensação de segurança. Acima dos 80 km/h, o volante começa a tremer como se a roda estivesse desbalanceada, e qualquer vento lateral tira o carro de seu percurso. Outro ponto negativo é o alto nível de ruídos internos. Alguns se devem à deficiência na acústica, outros parecem ser de peças mal encaixadas no painel e nos bancos dianteiros.

O câmbio também deixa a desejar. Os engates são sofridos, principalmente nas primeiras duas marchas. Por não ter direção hidráulica, em curvas ou balizas também é preciso fazer um esforço a mais. Outro problema foi o ar-condicionado, que, pelo menos na unidade avaliada, não gelava como deveria.

Com os bancos em posição normal, o porta-malas acomoda bons 320 litros. Na unidade avaliada, o arcondicionado não gelava bem

O painel tem design interessante e a lista de equipamentos é boa pelo que o carro custa. O espaço também agrada, mas os barulhos internos incomodam bastante

Seu design, apesar de controverso, chama atenção, o que pode se tornar um diferencial. Já o espaço interno surpreende positivamente, assim como o desenho do painel e a posição do motorista, que dá a impressão de que o carro é maior. No quesito consumo, o compacto também se sai bem, mas não é flex.

A estimativa de vendas para este ano é de 100 unidades/ mês. Mas a aceitação do modelo tem sido tão boa que a marca anunciou que irá fabricá-lo no Brasil, em uma planta que será inaugurada em Manaus, no ano que vem. Os preços devem ficar ainda menores.

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