VW VOYAGE R$ 31.000 (ESTIMADO)

Depois de muita especulação do mercado, finalmente Volkswagen e Fiat divulgaram as primeiras imagens oficiais de seus novos sedãs Voyage e Linea, que serão apresentados ao público no Salão do Automóvel de São Paulo, programado para o final de outubro. Além de serem típicos sedãs, que privilegiam o volume do porta-malas, os dois têm em comum o fato de serem derivados de conhecidos hatches das marcas, Gol e Punto. O lançamento dos três volumes das duas maiores fabricantes do País indica claramente a preferência do consumidor brasileiro por esse tipo de carro. O segmento C (carros médios), por exemplo, que engloba Golf, Vectra GT, 307, Stilo, Focus, Corolla, Civic, Vectra, Focus Sedan, 307 Sedan e Mégane, entre outros, mostra uma migração do comprador de hatches para os sedãs. Em 2003, o mercado era quase igualmente dividido entre hatches (47,2%) e sedãs (52,8%). Hoje a preferência pelo sedã é de 60,7%, contra 39,3%. Por isso, as marcas não perderam tempo e estão lançando a versão sedã dos seus hatches de sucesso.

Fiat Linea O modelo chega em outubro e será equipado com motores 1.9 de 130 cv e 1.4 turbo de 155 cv de potência

Voyage: um nome de sucesso

Apesar de ainda não estar oficialmente confirmado, ao que tudo indica, a VW vai manter o nome Voyage para a versão sedã do Gol, como já foi no passado, quando o Gol foi lançado em 1980 e seu sedã Voyage em 1981. Não há grandes surpresas com relação ao novo carro: sua mecânica é basicamente a mesma do Gol, com todos os melhoramentos técnicos que foram introduzidos na antiga plataforma PQ 24 e que a transformaram praticamente na nova PQ 25, que começou este ano a ser produzida na Europa. Um carro moderno, que será oferecido com motores flex 1.0 de 72/76 cv e 1.6 que produz 101/104 cv. Como o bom aproveitamento dos espaços feitos pelos técnicos da Volkswagen na carroceria do novo Gol será totalmente repassado ao Voyage, estima-se que o bom porta-malas de 285 litros do Gol cresça para pelo menos uns 480 litros na versão sedã, volume mais do que suficiente para transportar toda a bagagem de uma família de quatro pessoas.

Linea: a espera valeu a pena

A chegada do Linea é muito importante para a Fiat. Não só porque o carro passa a ocupar um espaço no segmento C (onde hoje a marca participa apenas com o Stilo), mas porque agora a marca entra nesse segmento com um sedã competitivo com relação aos concorrentes. Para a marca, ter um sedã que briga em pé de igualdade com Civic e Corolla, os donos da bola, é importantíssimo: o segmento C é composto por formadores de opinião que poderão falar do produto e da marca; é um segmento que os técnicos classificam como “aspiracional” porque boa parte dos consumidores de veículos sonham em ter um carro desse porte; as marcas de referência do mercado têm produtos competitivos no segmento C e a participação da Fiat com um sedã médio que incomode a concorrência é importante para a construção da marca. Para o sucesso do seu novo produto, providências foram tomadas. A motorização, por exemplo, é nova: será oferecido um motor 1.9 16V nacional de 130 cv e um outro 1.4 turbo importado da Itália de 155 cv. Nada de motor GM 1.8! O nível de acabamento do novo produto será superior ao oferecido no Punto, de onde o sedã é derivado. Assim dá para brigar com os japoneses.