Escolha o motor certo

MANUTENÇÃO BARATA

DESVALORIZAÇÃO MÉDIA

SEGURO MÉDIO

MONTANA SPORT 2006 R$ 32.642

Desde 2003 à venda no Brasil, a Montana é uma boa opção para o consumidor que busca um modelo bem equipado, com design interessante e uma caçamba de espaço “generoso”- com capacidade para até 689 quilos de carga.

Hoje, a GM disponibiliza a versão Conquest como veículo de entrada, equipada com o eficiente motor 1.4 econoflex, com até 105 cv, e a versão Sport 1.8. A primeira, lançada em 2007, é econômica e potente, mas lhe falta torque para andar com a caçamba carregada. A segunda, analisada aqui, é uma boa opção para quem precisa de mais força bruta, mas para uso com a caçamba vazia ou com pouca carga. Ela tem consumo mais alto – aí é melhor ficar com a 1.4.

Na disputa pelos consumidores do segmento, a Montana é superada de longe pela líder Strada, que tem como destaque a atraente cabine estendida. Na Montana, como nas demais concorrentes, o espaço na cabine é bastante limitado – e toda a bagagem tem que ir na caçamba.

Acima, o interior apertado, sem a opção de cabine estendida. Abaixo, a caçamba alta: belo design, mas que prejudica bastante a visibilidade traseira

Uma das qualidades deste utilitário é o bom custo/benefício, pois, segundo nossa pesquisa, tanto as peças quanto a mão-de-obra e o preço do seguro destacam-se por terem baixo custo. Quanto à desvalorização, não é muito alta, fica na casa dos 3,5 %. Mas é quase o dobro da sofrida pela líder Strada e, se é menor que a da Saveiro, é porque a aposentadoria da picape Volkswagen já é anunciada faz tempo (será substituída por um modelo derivado do novo Gol).

O proprietário Jefferson Parra gosta da Montana porque é “um carro bonito, com bons opcionais e que nunca deu trabalho”. Ele elogia também o conforto, “que não deixa sentir inveja de um carro de quatro portas”. Outro proprietário, Fábio Leme, tem opinião parecida com a de Jefferson. “Um dos pontos que fizeram com que eu adquirisse a Montana foi o design, pois é um dos fatores que mais me chamam a atenção. Outro ponto bacana é o custo/benefício, já que até hoje, desde quando comprei o veículo, não tive nenhum gasto com problemas mecânicos”, explica.

Esta também é a visão de Mauro Frison, dono da oficina mecânica Frison Tech. “Trata-se de um modelo que agrada, já que todos os clientes que vêm até aqui falam muito bem do veículo. Em termos de mecânica, é um carro excelente! Suas peças são baratas e o motor é um dos pontos fortes nesta picape.” Mas, se o consumo é sua prioridade, compre o modelo 1.4, um ano mais novo.

 

 

O motor 1.8 flex (à esq.) tem bom torque, mas também consome bastante combustível

 

 

 

 

 

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