Eu sou mesmo exagerado

Roberto Assunção

O novo BMW X5 é um carro exagerado. Sob qualquer aspecto que se analise esse carro, ele é superlativo. A BMW não gosta de chamar o X5 de SUV. Ela prefere SAV (Sport Active Vehicle, e não Utility). Na verdade, tanto faz. Importa é que a terceira geração do X5, que acabou de chegar ao Brasil, manteve a qualidade dos modelos anteriores e se tornou um dos carros mais interessantes do mercado. Visualmente as mudanças são muito pequenas (capô alongado e grade dianteira mais destacada), pois o X5 já nasceu bonito. Apesar de seu corpão de 2.175 quilos, ele “emagreceu” 90 quilos nesta terceira geração e exibe uma silhueta esportiva – repare como a coluna C é inclinada para que o carro não tenha cara de “jipão”.


A primeira impressão que se tem ao entrar num X5 xDrive50i (que está com o interior todo em couro branco) é de que o carro é pesado para dirigir. Mas não é. Aos poucos você vai se acostumando com suas características e logo ele revela toda sua alma ao condutor. O motor 4.4 V8 biturbo com injeção direta entrega 450 cv de potência. O torque também é alto: 66,3 kgfm entre 2.000 e 4.500 giros. Para usar toda essa cavalaria ou moderar sua utilização, o motorista pode selecionar quatro tipos de condução: Sport +, Sport, Comfort e Eco Pro. Na primeira ele vira um canhão, o motorzão urra, as rodas grudam no chão e o carro avança com incrível rapidez. Durante o test drive, numa viagem pelas rodovias Imigrantes e Rio-Santos, saí a toda de trás de uma Kombi para fazer uma tripla ultrapassagem quando o segundo carro da ¬ la surgiu lentamente à minha frente. Num átimo finquei o pé no freio e senti um poderoso tranco do cinto de segurança em meu corpo, enquanto luzes vermelhas com o desenho de um carro e um triângulo piscavam no painel – o X5 estava pronto para uma batida, que felizmente não aconteceu. Na volta, usando o modo EcoPro, mas acelerando forte nas ultrapassagens, o computador de bordo informou que eu economizei 13,1 quilômetros de alcance num trecho de 160 quilômetros (8,1%).

A aceleração proporcionada pelo motor 4.4, a aderência garantida pela tração integral (daí xDrive) com pneus traseiros de 31,5 cm de largura e os sistemas de segurança foram os itens que mais me agradaram no novo X50 xDrive50i – especialmente porque a configuração avaliada era a M Sport, que traz alguns acessórios das versões M, como volante, rodas e logotipos. O carro alerta quando se aproxima mais rápido do que o veículo da frente e faz o volante vibrar quando você desvia ligeiramente da faixa. O sistema de estacionamento também é fantástico, pois utiliza minicâmeras sob os espelhos e as maçanetas das portas. Na tela do painel, você vê o carro por cima, como se estivesse sendo filmado, e todos os detalhes dos outros carros ou objetos que estão a meio metro de distância. Dirigindo, você tem o head-up display refletido no vidro não apenas com a velocidade, mas também com a estação de rádio, se quiser. Outro sistema identifica pessoas e animais próximos à pista, mostrando-os no painel.

Nesta versão xDrive50i (todas 4.4 V8), o novo BMW X5 oferece cinco configurações e três preços: esportiva por R$ 429.950 (M Sport), sete lugares por R$ 404.950 (Endurance ou Experience) e cinco lugares por R$ 399.950 (Endurance ou Experience).

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