Exclusivo: como deve ficar a versão de produção do VW T-Roc, rival do EcoSport

A grande estrela no estande da Volks é justamente a maior ausência do segmento –o “anti-EcoSport da Volks”, que começamos a desvendar em nossa edição de agosto

 

 

Por enquanto, vamos chamá-lo pelo nome do conceito que lhe dará origem e está em destaue no estande: T-Roc. Esse SUV, que ilustramos aqui com exclusividade, despido dos elementos conceituais, pode ser fabricado em São José dos Pinhais (PR), junto com o Golf, ainda em 2016. Trata-se de um projeto global da Volks, mas que tem no Brasil um mercado especialmente interessante. Sabe por quê? O pequenino Taigun, derivado do conceito exibido no Salão do Automóvel em 2008, não é páreo para EcoSport e cia. Com base do Up, teria motor 1.0 e medidas modestas: 3,85 m de comprimento e 2,47 m de entre-eixos. Seria, na realidade, “substituto” do CrossFox. Mas o projeto já subiu no telhado: o lançamento do novo CrossFox, agora, o torna ainda mais improvável. A variante aventureira do Fox, portanto, segue firme na faixa logo acima dos R$ 50.000. Já o T-Roc ficará posicionado entre ele e o novo Tiguan: partindo de R$ 65.000, poderá chegar a R$ 95.000 nas configurações mais completas.

O EcoSport monopolizou o ranking nacional de vendas de SUVs por anos. Aos poucos, no entanto, vão surgindo rivais para ele. O Renault Duster mirou no Ford, mas acertou outro consumidor, e o Chevrolet Tracker lentamente vai conquistando sua fatia de mercado. Rivais bem mais ameaçadores, porém, chegam muito em breve. A maioria está presente no Salão, e  começa a ser vendida  no ano que vem: Honda HR-V, Jeep RenegadeSuzuki S-Cross e Peugeot 2008. Já a Nissan lança 2016 seu SUV nacional com a base do Versa e inspirado no conceito Kicks.

Falando sobre o desenho do conceito T-Roc – apresentado  pela primeira vez no Salão de Genebra deste ano, em março –, o designer da Volks, Klaus Bishoff, admitiu que teve mais liberdade criativa que o normal. A nal, para entrar na briga dos SUVs compactos, é preciso ter personalidade marcante como a dos best-sellers EcoSport (Brasil) e Nissan Juke (Europa) e do novato Jeep Renegade. A marca, então, deparou-se com um dilema: manter-se el à sua tradição clássica – disciplinada e moderada como um andante de Bach – ou partir para a rebeldia do rock (na verdade, o Roc no nome, em vez de pedras ou guitarras elétricas, evocaria o apelo do esportivo Scirocco, vendido na Europa). Deixando de lado as divagações sobre o nome, ao criar as  ilustrações da versão de produção, optamos pela primeira hipótese, “normalizando” as sugestões do concept car. O conformismo das cinco portas é repetido na frente menos agressiva. Tudo muito limpo, como costuma fazer a Volks – e em linha com os demais modelos que a marca lançará até 2017: de releituras do Tiguan e do Touareg ao estreante CrossBlue.

Embora o nome ainda não seja definitivo, o fato é que o novo SUV será feito sobre a plataforma modular MQB. Terá algo em torno de 4,18 m de comprimento (contra 4,24 m do EcoSport) e 2,64 m de entre-eixos. São medidas que forçarão o novo Tiguan a car maior e mais aventureiro, reservando ao T-Roc o papel urbano e moderno – sem, no entanto, se despir de elementos que agradam ao consumidor do segmento e indicam a vontade de fugir do asfalto: proteções inferiores na dianteira e na traseira e caixas de roda destacadas com uso de plástico preto. O conceito tinha motor a diesel e tração integral  Motion com três modos de operação (asfalto, neve e fora de estrada): apesar de interessante para o europeu, o grande volume de vendas aqui seria de versões mais urbanas, como as que devem ser feitas no Paraná. Como a fábrica de São José dos Pinhais já estará produzindo o novo Golf, fazer o T-Roc sobre a mesma base mecânica é relativamente fácil. As versões básicas, a exemplo do que deve ser feito com o hatch, teriam o novo motor 1.6 16V MSI de 120 cv e câmbio manual de seis velocidades ou automatizado I-Motion. Já as mais caras viriam com a transmissão de sete marchas e dupla embreagem (DSG) e o motor 1.4 turbo do Golf atual – que, já flex, pode chegar a 145 cv (com torque de 2.0). Essas versões seriam todas com tração dianteira, mas há a possibilidade de importar a tração 4Motion com motor 2.0 turbo para reforçar a imagem aventureira com uma versão 4×4 capaz de superar os obstáculos fora de estrada. Consultados sobre o assunto, representantes da marca afirmam que a Volks terá, sim, SUVs de todos os tamanhos, mas que serão oferecidos em diferentes mercados de acordo com as preferências e particularidades de cada um deles. Sob esse ponto de vista, o T-Roc faz faz todo o sentido para o mercado brasileiro. Afinal, se o maior fenômeno do segmento por aqui é o EcoSport, e todos o estão atacando, já passou da hora de a Volks entrar no jogo.

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