Existe vida além dos sedãs japoneses

Roberto Assunção

Nem só de Toyota Corolla e Honda Civic vive o mercado de sedãs médios no Brasil. Embora esses dois carros, juntos, somem quase 50% das vendas da categoria, muitos consumidores estão abrindo os olhos para o Citroën C4 Lounge. Seu nome não é tão forte quanto o dos líderes nem sequer bonito, tampouco a origem francesa tem a mesma boa fama da japonesa, mas suas qualidades já convenceram 6.374 brasileiros a colocarem um C4 Lounge na garagem este ano. Isso signi ca a sexta posição na categoria de sedãs médios, com 4,3% das vendas. Ele vende mais do que uma turma boa: Ford Focus, VW Jetta, Renault Fluence, Fiat Linea, Peugeot 408, Kia Cerato, Mitsubishi Lancer e Hyundai Elantra. 

Para elevar o C4 Lounge ainda mais no mercado, a Citroën disponibilizou o motor 1.6 THP (turbo) de 165 cv na versão intermediária Tendance. Esse ótimo motor – que tem potência especí ca de 103 cv/litro – equipava apenas a versão Exclusive (R$ 81.490). Agora, o THP cou mais acessível. Essa versão Tendance sai por R$ 76.690 – uma economia de R$ 4.800. Existem ainda três versões com motor flex aspirado de 151 cv: Tendance 2.0 automática (R$ 71.690), Tendance 2.0 manual (R$ 66.490) e Origine 2.0 manual (R$ 62.490). As duas que têm motor 1.6 utilizam câmbio automático de seis marchas.

O leitor está acostumado com motores de menor cilindrada que são mais potentes e econômicos do que alguns de maior cilindrada. É o caso típico desse Citroën C4 Lounge 1.6 Tendance. Mesmo com 14 cv a mais, a autonomia subiu de 8,3 para 8,7 km/l na cidade e de 11,2 para 11,7 km/l na estrada. A emissão de gases poluentes caiu de 145 para 139 g/km. A diferença não é grande, mas a dirigibilidade do C4 Tendance 1.6 turbo é melhor do que a do Tendance 2.0 aspirado. No mais, trata-se do mesmo carro muito bem avaliado pela MOTOR SHOW nas edições 365 (ago/2013) e 368 (nov/2013). Porém, não custa repetir: o C4 Lounge é ágil na cidade e muito confortável na estrada. Com esse novo motor, as ultrapassagens caram mais seguras.