Fiat Argo Drive 1.3 ou VW Polo 1.6 MSI? Escolha de acordo com suas necessidades

Nesta postagem, avalio as características dos dois hatches compactos mais recentes do mercado brasileiro

Não gosto muito da grande maioria dos testes comparativos que os colegas jornalistas fazem. Normalmente, no final da reportagem, fazem um ranking afirmando categoricamente um vencedor. Acredito que cada automóvel atenda às necessidades de cada consumidor. Alguns dão preferência ao desempenho, outros ao consumo, sem esquecermos aqueles que compram o carro pelo design ou pelos equipamentos. Nesta postagem, avalio as características dos dois hatches compactos mais recentes do mercado brasileiro: o Fiat Argo Drive 1.3 e o VW Polo 1.6 MSI.

MECÂNICA

Numa breve apresentação, o Fiat Argo foi totalmente concebido e projetado no Brasil, fruto de nossa engenharia. Já o Polo foi desenvolvido e criado quase que em sua totalidade na matriz alemã, embora com muitos pitacos da engenharia brasileira da marca, até pensando nas necessidades de nosso piso.

No sistema de suspensão, Argo e Polo são construtivamente muito semelhantes: MacPherson na dianteira e eixo arrastado na traseira. Sistemas robustos, com ligeira diferença na calibração de amortecedores e molas. No Argo, o conjunto é ligeiramente mais macio. Já no Polo, é mais firme, dando preferência à estabilidade.

Os dois hatches compactos premium utilizam sistema de direção elétrico, ambos precisos nas estradas e suaves nas manobras. Nos sistemas de freios dessas versões intermediárias que escolhi para avaliar, os tradicionais discos na dianteira e tambores na traseira. Ambos mostraram-se eficientes e transmitem segurança.

Até então, um equilíbrio entre Argo 1.3 e Polo 1.6. Mas a coisa muda radicalmente de figura quando entramos no quesito motor/câmbio. O Argo intermediário é equipado com um motor construtivamente simples (comando de válvulas único no cabeçote e duas válvulas por cilindro) de apenas 1.3 litros e que produz contidos 109 cv de potência e torque máximo de 14,2 kgfm a 3.500rpm (etanol). Seu adversário Polo, na versão intermediária, é equipado com um motor 1.6 16 V com duplo comando de válvulas no cabeçote e que produz 117 cv e um torque máximo de 16,5 kgfm a 4.000 rpm (etanol).

Vale lembrar que o torque citado, de ambos os motores, refere-se ao valor máximo e que graças ao recurso técnico do comando de válvulas variável, esses motores apresentam bons valores de torque desde as baixas rotações, fato que garante uma dirigibilidade suave a ambos. O motor maior e mais potente do Polo garante a ele um melhor desempenho: 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e uma velocidade máxima ao redor dos 193 km/h (etanol).

O Argo, limitado pelo seu motor 1.3, mostra um desempenho mais modesto: velocidade máxima de 184 km/h e 0 a 100 km/h em 10,8 segundos. O melhor desempenho do Polo não dá a ele o título de mais gastão. Pelos números divulgados pelo Inmetro, na cidade, o Argo faz 9,2 km/l (etanol) e 12,9 km/l (gasolina). Na estrada, os números são de 10,2 km/l (etanol) e 14,3 km/l (gasolina). Já no Polo, os números do Inmetro são de 8,2 km/l (etanol) e 12,0 km/l (gasolina) na cidade. Na estrada, ele faz 9,5 km/l (etanol) e 13,9 km/l com (gasolina). Diferenças aparentemente pequenas, mas que podem ser definitivas para quem roda muito.

CARROCERIA

No design, pode se fazer a seguinte análise rápida: enquanto o Argo mostra linhas mais modernas e fluídicas, o Polo tem linhas mais conservadoras e retas. Quem é mais bonito ou feio? Vai do gosto pessoal de cada um: os contornos suaves e delicados do Argo ou as linhas duras e robustas do Polo. No porta-malas, um empate retumbante: 300 litros para ambos. Na ergonomia, a particularidade de cada um. No Argo, bancos menores e mais macios, com o painel mais afastado dos ocupantes, formam um interior espaçoso e agradável. Destaque no Argo para o bom ângulo de abertura das portas e assoalho do banco traseiro mais plano, que facilitam o entra e sai do veículo. No Polo, um interior mais envolvente, com painel mais próximo dos ocupantes e bancos mais robustos e com espuma mais firme. Apesar de o Polo possuir uma distância entre-eixos maior que a do Argo, no espaço interno, a sensação que se tem é de que ambos são praticamente iguais. No acabamento, os plásticos utilizados se equivalem, com uma ligeira vantagem para o Argo.

SEGURANÇA

Destaque deve ser dado ao Polo 1.6: o carro da marca alemã mostra superioridade sobre o Argo 1.3. Completo como o carros das fotos, o Polo traz, além dos quatro airbags de série, os opcionais controles eletrônicos de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa, lembrando ainda que o Polo está entre os poucos carros nacionais que conseguiram obter as 5 estrelas nos testes de impacto realizados pelo Latin NCAP. O Argo ainda não teve divulgado o seu teste de impacto e, nessa versão, possui apenas os obrigatórios airbag duplo e ABS. Os controles de estabilidade e tração não são oferecidos nessa versão nem como opcionais.

PREÇOS

Sem opcionais, tanto o Argo 1.3 quanto o Polo 1.6 custam a mesma coisa: R$ 54.990. Mas essas versões básicas são excessivamente simples. Os dois modelos que avaliei possuíam pacotes de opcionais (Itens como rodas de liga-leve, central multimídia, entre outros, estão presentes nos dois carros) que, aí sim, tornaram esses hatches bem agradáveis e interessantes de serem comprados. Equipado como o modelo das fotos, o Argo 1.3 custa salgados R$ 60.190. Enquanto o Polo das fotos tem um preço mais atraente, de R$ 57.590. Claro que quem vai escolher o carro que mais agrada, é o consumidor. Sua palavra é soberana e é ele quem vai dizer qual dos dois modernos lhe interessa. Espero que minhas explanações auxiliem na melhor escolha.

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