Fiel às origens

Poucas coisas são mais americanas que um Jeep, mas agora a Jeep é italiana. O ano de 2014 começou com a Fiat concluindo a compra de 100% das marcas Chrysler, Dodge, Jeep e RAM – resultado de um processo iniciado em 2009, quando, após o grupo Chrysler quase falir, a Fiat assumiu seu controle e passou a aprimorar seus produtos. Esse Jeep Grand Cherokee, que chega agora ao Brasil, mostra que a Fiat não está de brincadeira.


O Grand Cherokee 2014 é uma evolução visual e mecânica da quarta geração, cujo projeto nasceu no casamento anterior da Chrysler, com a Daimler-Benz – e por isso tem a base construtiva do Mercedes ML. Temos, portanto, um Jeep de dono italiano e plataforma alemã. E isso é bom: a plataforma refinada garante boa dinâmica e conforto, com suspensões independentes eficientes e baixo nível de vibração e ruído, e a mão italiana deixou o interior mais luxuoso.

Por enquanto, são duas versões: a Laredo sai por R$ 185.900 e a Limited, avaliada, custa R$ 214.900. As diferenças estão nos equipamentos, já que mecanicamente elas são iguais (em março chega a versão a diesel). Da geração anterior, o SUV manteve o design básico – ganhando, de mais notável, novos faróis, lanternas e tampa traseira. Na mecânica, segue com o bom motor 3.6 V6 a gasolina de 286 cv, mas agora mais bem aproveitado graças à transmissão ZF de oito marchas (eram cinco). Enquanto a caixa anterior hesitava nas trocas, essa nova tem uma marcha para cada situação, melhorando a dirigibilidade no asfalto e a valentia fora dele, além de reduzir o consumo (ainda alto, porém, devido à tração, à aerodinâmica e ao peso elevado). A tração é integral: no uso normal, até 80% da força vai para o eixo dianteiro; no esportivo, até 100% do torque vai para as rodas traseiras. Para o off-road radical, há reduzida e bloqueio do diferencial, além de auxílio em descida e seletor de terreno (também aprimorado).

De São Paulo a Campos do Jordão, seguimos um roteiro alternativo, começando por boas estradas e depois subindo a Serra da Mantiqueira por precárias estradinhas de terra. Com exceção de um alerta de sobreaquecimento da transmissão (resolvido desligando e religando o carro), o SUV honrou suas origens, mostrando valentia no fora de estrada e, ao mesmo tempo, grande evolução em conforto rodando no asfalto, além de luxo e refinamento dentro da cabine – com novo painel de instrumentos digital configurável, sistema multimídia com tela de 8,4” (um dos melhores do mercado) e acabamento de primeira. Uma alternativa interessante a SUVs mais urbanos, como o Audi Q5, e outros igualmente capazes, mas menores, como o Range Rover Evoque – ambos na mesma faixa de preços.

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