04/02/2026 - 12:00
Sabe os Jeep Compass 4XE e Grand Cherokee 4XE? Pois é. Aparentemente, viraram passado. Isso porque a marca parece ter tirado os dois modelos de linha por aqui, quase que numa tacada só, já que ambos não constam mais no seu site comercial. Com isso, a Jeep do Brasil agora vive apenas de Renegade, Compass, Commander, Wrangler e Gladiator. Ainda em 2026, teremos também o Avenger. De qualquer forma, com a saída de cena dos 4XE, a marca deixa de ter qualquer modelo eletrificado no catálogo nacional. Eles eram híbridos plug-in.
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Saída à francesa do Compass 4XE
A possível saída de linha dos dois SUVs foi discreta. No caso do Compass 4XE, como já havíamos anunciado, a marca estava oferecendo a versão apenas sob encomenda, trazendo unidades da Itália (era a única importada da linha Compass), conforme demanda dos clientes brasileiros. Agora, porém, isso parece ter chegado ao fim, afinal a configuração nem consta mais no site comercial da marca. O motivo? Vendas pífias. E preço alto.

O carro tinha etiqueta quase astronômica: R$ 350 mil quando estreou por aqui, no começo de 2022. Já de início, vieram descontos de até R$ 100 mil, para tentar desovar o primeiro lote de unidades importadas. Mas, sem dúvidas, o que complicou muito sua vida foi a chegada dos chineses, como BYD Song Plus ou GWM Haval H6, que eram do mesmo naipe, só que custando muito menos (dependendo, menos de R$ 200 mil).

Resultado? Apenas 77 carros emplacados em 2024, número que caiu para 11 em 2025 (ABVE). Praticamente, um morto-vivo, dado o sucesso de outras versões da linha Compass no mercado nacional. E vale lembrar que, desde meados do ano passado, o SUV médio da Jeep já tem uma geração totalmente nova no exterior. Como o 4XE era feito na Itália, teve a produção encerrada por lá para dar lugar ao seu sucessor, e vinha sobrevivendo por aqui com estoques antigos.

Porém, além do fator preço, que acabava respingando nas vendas baixas, seu conjunto propulsor não era dos mais eficientes: tinha baterias de tração pequenas (11,5 kWh), perdia uma enorme capacidade do tanque de combustível (que baixava para 36 litros), e não trazia a melhor operação casada entre eletricidade e combustão. Apesar disso, acelerava como poucos, conseguindo cumprir a prova de 0 a 100 km/h em menos de 7 segundos. Unia o motor 1.3 turbo a um propulsor elétrico traseiro, fechando a conta com 240 cv de potência combinada.

Grand Cherokee 4XE some misteriosamente
O Grand Cherokee 4XE vivia uma situação similar. Era grandão, bem munido de tecnologias, mas cobrava salgados R$ 550 mil por um naipe que os chineses, por exemplo, podem oferecer por menos de R$ 400 mil, dependendo. Também sofria de alguns males do irmão Compass 4XE, como baterias de tração pequenas e casamento não tão bem-sucedido entre motor a combustão (2.0 turbo Hurricane) e propulsor elétrico traseiro. Era, ainda assim, bastante rápido e forte, com 380 cv totais.
Esse Grand Cherokee híbrido plug-in se posicionava como outro produto de nicho na gama Jeep: segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), emplacou menos de 250 carros entre o lançamento em outubro de 2023 e a saída de linha, agora em janeiro. Uma média mensal de menos de 10 carros. De acordo com a Associação, foram 53 unidades emplacadas do Grand Cherokee em 2023, 100 em 2024 e 94 em 2025.

Avenger MHEV vem aí
A Stellantis foca em híbridos mais modernos para o Brasil, em especial a tecnologia híbrida-leve de 12 Volts, já aplicada em modelos da Fiat e Peugeot (MHEV). Como o Avenger, próximo SUV pequeno da marca por aqui (chega ainda em 2026), usará plataforma modular de origem Peugeot, além do motor 1.0 turboflex de três cilindros (T200), ele deverá adotar a tal eletrificação leve, de 12 Volts, também. Com isso, tende a ser o próximo modelo eletrificado da Jeep no mercado nacional.

Jeep sem híbridos no Brasil? Com a saída de cena dos Grand Cherokee e Compass 4XE, por enquanto sim. Porém, essa situação não deve durar muito, já que a previsão é ter o Avenger MHEV ainda no primeiro semestre de 2026.








