Flávio Briatore Caçador de talentos

“Às vezes penso que gostaria de trabalhar para a Mercedes, porque nunca vi tanta paciência com o chefe da McLaren. Tenho certeza que se tivesse cometido os mesmos erro que Ron Dennis não estaria aqui dando entrevista hoje”, diz Flávio Briatore a Quattroruote, nossa parceira internacional, sobre o escândalo de espionagem protagonizado pela McLaren no final da temporada 2007. Este depoimento polêmico é apenas mais um entre muitas alfinetadas que o chefão da Renault costuma dar em diversas “figuras” do circo da Fórmula 1. Mas é com esse jeitão e personalidade forte que Briatore chegou a ser o grande magnata descobridor de talentos que é hoje.


Schumacher, sua grande descoberta.

Bernie Ecclestone

Sua ligação com a Fórmula 1 começou em 1974 ao conhecer Luciano Benetton. Nessa época, Briatore trabalhava na Bolsa de Valores de Milão e não tinha nenhum contato com o esporte. Por conta da amizade com Benetton, em 1977 foi trabalhar para o amigo, levando a Grife Benetton para os Estados Unidos. Em 1986 a marca comprou a Tyrrel e três anos mais tarde Briatore assumia a direção comercial da equipe. De lá para cá nunca mais abandonou a Fórmula, se tornando uma das figuras mais importantes da categoria. Reconhecido como um dos maiores descobridores de talentos, o magnata foi um dos primeiros chefes de equipe a ver em Schumacher o campeão que se tornou.

Nelsinho Piquet e Fernando Alonso

Foi sob seu comando, na Benetton, que o alemão levantou a taça de campeão mundial nas duas primeiras vezes. Uma década mais tarde a história se repetiu com Fernando Alonso, quebrando a supremacia da era Schumacher.

Depois de quase 20 anos viajando o mundo com a F-1, Briatore continua sem papas na língua. “Quanto mais se gasta, mais a categoria fica sem graça. Com a invenção da GP2, o Bernie Ecclestone demonstrou como se faz espetáculo. A menos que chova, a F-1 é muito previsível, e isso a deixa sem muitas emoções”, diz o experiente chefe de equipe.

A obrigatoriedade de aplicação de um sistema de recuperação de energia cinética, que garante melhoria ecológica por reaproveitar energias como a das freadas, vem ao encontro do palpite de Briatore com relação ao futuro do automóvel. “A ecologia é uma grande oportunidade de limpar a imagem negativa que os carros têm hoje. Imagino que daqui a dez anos haverá centros urbanos, onde só será permitido rodar com veículos elétricos”, afirma um dos grandes playboys da categoria.

“Para as pessoas, não importa o quanto se gasta na F-1. O que interessa é o produto final, que hoje é pobre. Depois do segundo pit stop não acontece mais nada”

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