Fôlego Revigorado

Volvo fez um transplante de coração na sua linha 60 (sedã S60, perua V60 e utilitário-esportivo XC60). Os carros da série T5 passam a ter o novo motor 2.0 da família Drive-E. Mais compacta, leve e e ciente, essa nova unidade pesa 22 quilos a menos que o EcoBoost usado anteriormente. O bloco é construído  de alumínio e tem as camisas feitas de ferro fundido com revestimento para diminuir o atrito. Além disso, traz catalisador menor e turbo integrado ao coletor de escapamento – isso ajuda na dissipação do calor e na redução do peso do conjunto. “Esse motor também já está preparado para receber um
propulsor elétrico”, diz André Bassetto, gerente de produto da Volvo.

Comparado ao EcoBoost (utilizado, por exemplo, também no Ford Fusion), houve um aumento de potência e de torque. Agora são 245 cv (antes eram 240 cv) e 35,7 kgfm de 1.500 a 4.800 rpm (contra 32,6 kgfm entre 1.800 e 5.000 rpm do motor antigo). Pode parecer pouco, mas esses 5 cv zeram a diferença no comportamento do SUV. Ele está mais prazeroso de dirigir e mostra disposição em acelerar. Sua aceleração 0-100 km/h passou de 8,1 para 7,2 segundos no Drive-E. Coopera no desempenho o novo câmbio automático de oito marchas, que substituiu a caixa automatizada de dupla embreagem com seis velocidades.

O câmbio oferece trocas imperceptíveis tanto nas marchas à frente quanto nas reduções – as mudanças sequenciais são feitas só pela alavanca. Em um roteiro de 100 quilômetros entre o Rio de Janeiro e Mangaratiba (RJ), esse novo conjunto motriz viajou a 100 km/h em última marcha com a agulha do conta-giros apontando apenas 1.800 rpm. Dessa forma, houve ganhos no silêncio interno e no consumo.

De acordo com a Volvo, o motor Drive-E reduziu o gasto de combustível em 27% no ciclo rodoviário e em 16% na cidade. Na estrada, o computador de bordo apontou médias animadoras de 13 km/l – lembre-se que o XC60 pesa 1.833 quilos. Ainda falando em consumo, para  car 5% mais econômico, o botão Eco-Plus, quando acionado, muda os parâmetros do pedal do acelerador, do câmbio e do funcionamento do ar-condicionado e habilita a função rodalivre – em velocidades superiores a 65 km/h, o câmbio é desacoplado em trechos de declives. Além disso, o carro também passa a vir com o sistema start-stop, que desliga momentaneamente o motor durante breves paradas. E quando o motorista está dirigindo de forma econômica aparece um “E” no painel. 

A direção hidráulica é um pouco pesada no esterço – a assistência elétrica virá na linha 2015, no nal do ano. Já o conforto dos ocupantes é assegurado pela cabine ampla e pelas suspensões bem calibradas, mas, dependendo do tipo de asfalto, o conjunto sofre ao passar por buracos e imperfeições. Sem dúvida, o novo motor caiu bem no XC60, deixando o SUV mais ágil. A Volvo divulga dois preços para o SUV: o XC 60 T5 Dynamic custa R$ 162.950 e o XC 60 T5 R-Design sai por R$ 193.950. Posso dizer? Valem cada centavo! 

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