Ford EcoSport 2018 chega com novos motores, novo câmbio, mais conteúdo e preços competitivos

Versão 1.5 com bloco 3 cilindros parte de R$ 73.990 e 2.0 agora tem 176 cv e custa R$ 93.900. A Ford quer recuperar a liderança entre os SUVs compactos

A Ford apresentou oficialmente, na Reserva do Paiva, no litoral de Pernambuco, o EcoSport 2018. Os executivos da empresa chamaram o novo Eco de “quarta geração”, devido às três modificações anteriores, mas na verdade trata-se de um facelift da segunda geração. Porém, dessa vez a montadora americana foi muito além do que se costuma ver nas reestilizações de modelos. O EcoSport 2018 (confira aqui todas as versões e equipamentos) pode não ser uma nova geração, mas é quase isso, pois as mudanças foram radicais. (Leia aqui a avaliação completa do novo EcoSport 2.0)

Do Eco lançado em 2012 só restou a plataforma e o estepe colocado do lado de fora. O resto mudou. Visualmente, as modificações mais significativas foram na dianteira (uma nova grade substitui aquela boca gigante e feia) e no interior (painel, quadro de instrumentos, central multimídia e até bancos mudaram radicalmente). Uma tela multimídia enorme de 6,5” ou 8” foi instalada no lugar do raquítico rádio de antigamente. Ela fica na posição “flutuante”, opera com o sistema Sync 3 (um dos melhores do mercado) e é compatível com Android Auto e Apple CarPlay, com duas entradas USB e espaço exclusivo para acomodar um smartphone.

Mecanicamente, as mudanças foram ainda mais radicais. Nas versões SE e FreeStryle, o motor agora é de 1,5 litro com apenas três cilindros e potência máxima de 137 cv. Com câmbio manual de cinco marchas, o Eco SE custa R$ 73.990 e o FreeStyle sai por R$ 81.490. Nas versões equipadas com o novo câmbio automático de seis marchas (no lugar do problemático PowerShift automatizado), o custo aumenta R$ 5.000, passando a R$ 78.990 no SE e a R$ 86.490 no FreeStyle.

Para além de dotar as versões de entrada do EcoSport de um motor muito mais moderno, a Ford caprichou também na questão da segurança. Todas as versões agora vêm com sete airbags, dois isofix, controle de tração/estabilidade, monitor de pressão dos pneus, sensor de estacionamento traseiro e assistente de partida em rampas. As versões automáticas contam com shift paddles no volante para trocas de marchas sequenciais.

Já a versão topo de linha ganhou o potente motor 2.0 do Ford Focus, que entrega até 176 cv, e está disponível somente com transmissão automática. O EcoSport Titanium custa R$ 93.990 e vem com todos os equipamentos do FreeStyle (Sync 3 com tela de 8”, câmera de ré, luzes diurnas de LED, ar-condicionado automático digital, quadro de instrumentos com tela de 4,2” e rodas de liga leve aro 16) mais os itens exclusivos do Titanium (faróis de xenônio, bancos de couro,  sensor de chuva e rodas aro 17, entre outros).

Comparando com a oferta de motores e equipamentos dos SUVs compactos concorrentes, o EcoSport ficou extremamente competitivo em todas as versões. Em alguns casos, chega a levar vantagem de R$ 10.000 (contra o Honda HR-V) ou de quase R$ 20.000 (contra o Jeep Renegade completo). Tudo isso faz a Ford prever uma retomada de vendas do carro, com cerca de 4.500 unidades/mês, número que o levaria de volta à liderança da categoria.

Fizemos um rápido test-drive de 60 km nas estradas entre Cabo de Santo Agostinho e Porto de Galinhas, no litoral pernambucano, durante o qual pudemos sentir que os bancos ficaram bastante confortáveis e que o novo ajuste de suspensões tornou o Eco muito mais macio no rodar. Todo o painel é revestido de material emborrachado, muito mais agradável dos que os antigos plásticos duros. O motor 1.5 entrega 85% do torque com apenas 1.500 rpm, o que deixa o carro bastante ágil no trânsito. Ele também é silencioso ao rodar.

Leia na próxima edição da revista Motor Show a avaliação completa do novo EcoSport 3 cilindros 1.5.

Veja também

+ A biblioteca básica do motociclista cool

+ Tomografia revela que múmias egípcias não são humanas

+ Homem compra Lamborghini após fraude em auxílio emergencial

+ Restaurar um carro: quanto custa e quanto ele pode valorizar