Ford Mustang conta a sua história em seis gerações

Conheça (ou relembre) a trajetória do modelo que finalmente é importado oficialmente para o Brasil

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Ford Mustang de 1ª geração (Foto: Divulgação)

Depois de ensaiar por muitos anos, a Ford anunciou definitivamente a venda do Mustang para o mercado brasileiro. Esses ensaios já perduravam desde a década passada, mas nunca se concretizaram, ficando apenas nas ameaças. Mas agora é oficial. O ícone da indústria automobilística mundial começará a ser comercializado no Brasil (leia mais aqui).

O sucesso do Ford Mustang teve início em 1964. No início dos anos 1960, quando todos os carros do mercado norte-americano eram enormes, com dimensões exageradas, a Ford percebeu que existiam consumidores para carros de dimensões um pouco menores, mais sem perder o desempenho proporcionado pelos grandes e beberrões motores da época. Nascia assim o Pony Car, como ficaram conhecidos esses carros menores com motores potentes.

Nasceu assim o Mustang, um carro de dimensões mais contidas, linhas esportivas, mas ainda com um desempenho, proporcionado pelos seus motores de seis cilindros, nas configurações de entrada, e os V8, nas versões mais caras. O carro foi um sucesso imediato e nos dois primeiros anos, o Mustang já havia vendido 1 milhão de exemplares.

Segunda geração
Ford Mustang de 2ª geração (Foto: Divulgação)

Mas essa “farra do boi” de motores grande e beberrões que não se importavam com a gasolina que, nos Estados Unidos, era vendida por centavos de dólar por galão, acabou em 1973, com a primeira grande crise mundial do petróleo.

A toque de caixa, a Ford projetou a segunda geração do Mustang e a lançou em meados de 1974: O carro pequeno e com motores econômicos desagradou a grande maioria dos consumidores, que se negava a comprar um carro que utilizava a mesma plataforma pequena e acanhada do Ford Pinto, que tinha um entre-eixos menor que 2,30 metros e espaço interno ínfimo. A segunda geração durou só até 1978. Ninguém curtiu!

Terceira geração
Ford Mustang de 3ª geração (Foto: Divulgação)

Se não tomasse providências, a Ford simplesmente extinguiria o Mustang de sua linha de veículos. Mas, em 1979, chega a terceira geração da marca do cavalo selvagem. Sobre uma nova plataforma, com uma distância entre-eixos que beirava os 2,50 metros, esse novo Mustang cresceu e apareceu. O espaço interno aumentou e os norte-americanos voltaram a lembrar da primeira geração de sucesso do Pony Car da Ford. Se essa geração não foi a maior e mais bonita, foi a que mais perdurou durante os anos: Ela foi comercializada desde 1979 até 1993, ou seja, perdurou por 14 anos. Ninguém aguentava mais as pequenas alterações de faróis, grades, lanternas e outros detalhes ao longo de todo esse período.

Quarta geração
Ford Mustang de 4ª geração (Foto: Divulgação)

Em 1994, a Ford lançou um Mustang totalmente novo, construído sobre uma nova base que, agora sim, os projetistas fizeram olhando para o ícone de 1964. Era a busca do futuro olhando para o sucesso do passado. Todos os principais itens de design do carro pioneiro estavam presentes nesse novo Mustang, de quarta geração. Aos poucos, o Mustang reconquistava o espaço que havia começado a perder no início dos anos 70. Dimensionalmente maior, com uma distância entre-eixos mais generosa, o Mustang readquiria o status de carro médio-grande. Essa geração perdurou por 10 anos, durando até 2004. Na motorização, a Ford disponibilizava um bom motor V6, mas o consumidor queria e gostava mesmo era do potente V8.

Quinta geração
Ford Mustang de 5ª geração (Foto: Divulgação)

Em 2005, chega o Mustang de quinta geração. O sucesso e o respeito pelo ícone crescia em todo o mundo. As vendas em alta indicavam que o Pony Car da Ford estava reconquistando seus consumidores. E esta quinta geração cresceu um pouco mais quando comparado à quarta geração. Mas um fato que ainda incomodava no carro, persistia: A suspensão traseira ainda era feita por eixo rígido, que mesmo ancorada em três pontos da carroceria, era pesada e comprometia a performance mais esportiva. Havia muita crítica ainda ao Mustang por esse fato. Mas as motorizações e os equipamentos cada vez mais sofisticados oferecidos davam um ar de carro que evoluía para agradar as necessidades do consumidor. Venhamos e convenhamos: o carro poderia não ter uma suspensão traseira sofisticada e de alta performance esportiva, mas o preço para o consumidor era bastante atraente, o que agradava.

Sexta geração
Ford Mustang GT (Foto: Divulgação)

Finalmente chegamos a sexta geração, a atual que será vendida no mercado brasileiro a partir do ano que vem. Além de uma nova plataforma maior e com uma construção mais sofisticada, essa sexta geração foi mostrada no final de 2013 e suas vendas se iniciaram em 2014 no exterior. Ele recebeu várias atualizações estilísticas que remeteram ainda mais às linhas do modelo original de 1964.

E no modelo 2018, o Mustang chega mais sofisticado, com uma aerodinâmica ainda mais apurada e todos os aparatos modernos, como central multimídia, painel eletrônico configurável, além de um moderníssimo câmbio automático de 10 marchas que permite ao V8 aproveitar todo o seu torque. A suspensão traseira continua sendo feita por eixo rígido, mas com vários pontos de apoio e amortecedores com tecnologia que permite a variação da viscosidade do óleo do seu interior através de energia magnética, o que acaba proporcionando uma boa performance tanto da suspensão dianteira quanto da traseira. Um esportivo moderno e sofisticado que, em breve, estará disponível em nosso mercado.

Ford Mustang vs. Chevrolet Camaro

E com as primeiras unidades chega também ao território brasileiro a eterna briga com o Camaro, que é quase tão antiga quanto o carro. O modelo da Chevrolet, aliás, é resultado direto do sucesso do cavalinho da Ford. Em um tempo recorde de 18 meses, a Chevrolet lançou em 1966 o Camaro, exatamente nos mesmos moldes que a Ford havia criado o Mustang. O modelo da marca da gravata também teve um sucesso fenomenal no mercado estadunidense. Vamos ver para os brasileiros, quem leva a melhor na disputa pelo consumidor, uma vez que o preço deles para o nosso mercado será muito semelhante. Será apenas uma questão de preferência: Chevrolet ou Ford?

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