No dia 1º de março de 2026, a Band transmitirá diretamente da Flórida o Grande Prêmio de St. Petersburg, prova de abertura do campeonato da Fórmula Indy 2026. Uma das novidades será a estreia do piloto brasileiro Caio Collet, que pilotará o carro número 04 da equipe AJ Foyt Racing, equipada com motor Chevrolet.

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Carro da McLaren para a Fórmula Indy 2026 – Foto: divulgação

Indy está atrás da F1

Quando comparada à Fórmula 1, a Fórmula Indy está anos-luz atrás. Enquanto a F1 apresenta ao mundo o que há de mais moderno na construção de automóveis, a Indy trabalha com um chassi que já ultrapassou uma década de existência. Todos os concorrentes utilizam o mesmo chassi Dallara DW12, basicamente o mesmo apresentado em 2012.

Carro da McLaren para a Fórmula Indy 2026 – Foto: divulgação

Apesar das diversas atualizações de segurança ao longo desses 14 anos, o projeto estrutural permanece essencialmente igual. Em termos aerodinâmicos, o carro não sofre grandes mudanças desde 2018 e mantém a mesma aparência há cerca de oito anos. Para garantir competitividade e evitar vantagens técnicas entre equipes, os carros são muito semelhantes entre si. Assim, o que realmente define o vencedor é a habilidade do piloto e a estratégia da equipe dentro da Fórmula Indy.

Mecânica dos carros

Do ponto de vista mecânico, os Fórmula Indy são monopostos de motor traseiro, com câmbio de seis marchas. A embreagem por pedal é usada apenas para sair dos boxes e na largada. Depois disso, o piloto faz as trocas por meio de borboletas atrás do volante. Cada mudança é acionada eletronicamente, comandando um sistema pneumático que realiza trocas imediatas.

Corrida de Fórmula Indy em 2025 – Crédito: Joe Skibinski

Os motores usados na Fórmula Indy são V6 turbo de 2,2 litros, com potência variando de 550 cv a 750 cv, dependendo do tipo de circuito. Em ovais curtos e circuitos de rua, utiliza-se mais potência para favorecer a aceleração em trechos menores. Já em ovais longos, como Indianápolis, a potência é reduzida para garantir maior durabilidade e estabilidade em altas velocidades contínuas.

Híbridos desde 2024

Em 2024, a grande novidade da Fórmula Indy foi a introdução do sistema híbrido. A energia gerada nas frenagens ou pelo próprio motor é convertida em eletricidade e armazenada em supercapacitores, e não em baterias convencionais. Diferentemente das baterias, esses dispositivos carregam e descarregam quase instantaneamente, fornecendo um impulso elétrico extra para ultrapassagens ou saídas de curva. Cabe ao piloto administrar esse recurso.

Carro da Fórmula Indy 2026 – Foto: divulgação

Somando a potência do motor a combustão com a do sistema elétrico, os carros chegam a aproximadamente 800 cv. Controlar toda essa força exige técnica e precisão. Outro ponto interessante da Indy é o uso de etanol como combustível, semelhante ao vendido nos postos brasileiros. A Shell fornece o álcool para todas as equipes. Da mesma forma, a Firestone é a fornecedora exclusiva de pneus.

Pneus Firestone para a Fórmula Indy – Foto: divulgação

As últimas grandes mudanças nos pneus ocorreram em 2024, com a chegada dos sistemas híbridos, que tornaram os carros mais pesados e potentes. Com a nova distribuição de peso e o aumento de desempenho, a Firestone precisou desenvolver compostos específicos para essa nova realidade.

Temporada de 2026: piloto brasileiro

Na temporada 2026, o piloto Caio Collet disputará todas as 17 etapas do campeonato, incluindo as 500 Milhas de Indianápolis. Para essa prova específica, outro brasileiro, o tetracampeão Hélio Castroneves, tentará sua quinta vitória inédita. Até hoje, nenhum piloto venceu a corrida cinco vezes desde sua criação, em 1911.

Caio Collet, piloto brasileiro na Fórmula Indy 2026 – Foto: divulgação

Por fim, dois grandes fabricantes mundiais estarão em disputa direta na categoria. Chevrolet e Honda batalharão para provar quem produz o melhor motor da Fórmula Indy em 2026. Resta esperar, acompanhar e torcer.