Gasolina aditivada: dicas de uso

Entenda os benefícios de se abastecer o tanque com a gasolina aditivada

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Bruno Cecim/Futura Press

Nas férias é muito comum o carro ou a moto ficarem parados na garagem enquanto a família viaja. Outra situação comum é o automóvel ser usado apenas na viagem, mas ficar parado no local de destino por todo o período de férias. Nesses casos, é importante deixar o tanque abastecido com uma gasolina aditivada, que tem maior estabilidade e pode ser conservada por mais tempo que a gasolina comum.

“Os antioxidantes presentes na aditivada retardam o envelhecimento da gasolina enquanto o carro passa semanas ou meses sem ser usado. E impedem que o líquido fique muito espesso por conta da evaporação das partículas leves, o que não é ideal para a queima quando o carro voltar à ativa”, explica Gilberto Pose, engenheiro de combustíveis da Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil.

Esse mesmo princípio vale para os carros híbridos, nos quais a gasolina só é usada eventualmente (a prioridade é do propulsor elétrico). E também para os modelos com motor flex que ainda têm o tanquinho adicional de gasolina para partida em dias frios. Durante os meses mais quentes, essa gasolina fica sem uso no tanquinho, e pode gerar falhas na ignição quando o sistema for solicitado meses depois, no outono ou inverno.

Se é importante para os veículos que forem “descansar” neste verão, a nova Shell V-Power também proporciona aos veículos que forem rodar muito nas férias os mesmos benefícios do uso cotidiano: proteção, limpeza, performance e rendimento. A nova Shell V-Power apresenta 40% mais moléculas de limpeza do que a geração anterior. Além disso, conta com um novo ingrediente de redução de atrito que permite às partes móveis trabalharem mais livremente. “Com o uso contínuo da nova Shell V-Power, o motor mantém por mais tempo as características originais de desempenho, rendimento e baixas emissões”, afirma Gilberto Pose.

Evite tanque na reserva ou cheio demais

O motorista também pode fazer sua parte para cuidar do motor: em primeiro lugar, não rodando com o tanque na reserva. Esse hábito pode levar a falhas no motor, já que a bomba utiliza o próprio combustível para fazer o resfriamento. Como o combustível pode não ser suficiente para refrigerar o local, ele tende a superaquecer, ainda mais no verão. Outro problema é a entrada de impurezas na bomba. Elas podem se sedimentar no fundo do tanque e, quando este entra na reserva, serem sugadas junto ao restante do combustível. Possível resultado: bomba entupida e falhas na ignição.

Nem tão vazio, nem tão cheio. É preciso também evitar abastecer até a tampa. O ideal é esperar a bomba desarmar automaticamente. Todos os carros possuem um dispositivo chamado cânister, filtro de carvão ativado que fica próximo ao motor e que absorve os vapores do combustível. Com o funcionamento do motor, esses vapores são aspirados para o coletor de admissão. Como esse filtro é um receptor exclusivamente de vapor, nenhum tipo de líquido pode chegar até ele. Mas isso pode ocorrer se o tanque estiver praticamente transbordando combustível. E isso é pior nos dias mais quentes, quando a gasolina tende a se expandir dentro do tanque.

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