Gol GTI: a volta do mito ficou para 2018

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Motor Show

Em meados de 2012, o design da Volkswagen já trabalhava duro nas formas da nova carroceria do Gol, que estava prevista para este ano. Já estava definido que o carro seguiria as linhas básicas de design do novo Golf, só que em escala reduzida. A plataforma seria a modular MQB, um sistema construtivo universal criado pela engenharia da Volkswagen e que também é utilizada no Golf.

Mas, infelizmente, o mercado e a economia surpreenderam negativamente todos esses planos e os projetos em andamento foram prorrogados para mais dois anos. Não adiantava nada lançar um Gol totalmente novo em um mercado em recessão. Seria como tentar abrir um buraco na água. Por isso, a solução adotada pela Volkswagen foi o facelift na carroceria atual em que a marca privilegiou um interior mais refinado para tentar manter o Gol em seu segmento por mais dois anos.


O Gol atual terá que aguentar por mais tempo o assedio de novos modelos, que tomaram a sua liderança. Uma situação difícil para um carro que foi líder absoluto durante 27 anos ininterruptos. Esse é o preço que a Volkswagen está pagando por não alterar desde 2008 o até então líder de mercado, tornando o obsoleto frente aos seus concorrentes. Agora, apesar do leve facelift e de algumas alterações na traseira, o Gol sofreu uma boa modernização interna e, principalmente, na mecânica que 1.0 passaram a utilizar o moderno motor de 3 cilindros utilizado inicialmente no Fox Bluemotion.

E você, leitor, deve estar me questionando: e o novo Gol GTI? Pois bem. Vamos a ele. Tudo o que foi previsto no projeto original lá de 2012, continua a todo o vapor. A engenharia tem protótipos rodando com o motor 1.4 turbo com injeção direta de 140 cv, semelhante ao utilizado pelo Golf. No cambio, 6 marchas na versão manual e 7 marchas na versão automatizada DSG de dupla embreagem. Essa deverá ser a mecânica do novo Gol GTI.

Mas há uma novidade rodando na engenharia: um Gol GTE. Uma versão com um motor 1.4 turbo injeção direta e um motor elétrico, que deverá ser o primeiro Gol hibrido. Ele utilizará o mesmo powertrain do Golf GTE. Essa é a vantagem de se utilizar uma única plataforma para todos os modelos, tornando as mecânicas intercambiáveis.

É bom lembrar que o Gol GTI fará 30 anos de sua apresentação oficial, no Salão de São Paulo de 1988. Uma data comemorativa de extrema importância e que poderá fazer com que a Volkswagen utilize essa ferramenta como ponta de lança de lançamento da nova família Gol, que irá manter o hatch, o sedã e a picape e irá ganhar ainda a companhia de um crossover, que a Volkswagen apresentou como conceito no Salão de Genebra.

Esses serão os quatro novos carros que o presidente atual da Volkswagen do Brasil, David Powels, anunciou que a marca apresentaria nos próximos anos. É claro que o GTI estará como uma das versões do Gol. Só não se sabe ainda se o Gol GTI comemorativo de 30 anos será lançado como produto normal de serie ou como uma versão comemorativa limitada a sua apresentação. Você que é fã da marca ou do modelo não perca as esperanças, porque pode ter a certeza que teremos sim um novo Gol GTI agora em 2018.