Grande Máquina

Um Maserati é sempre imponente. Não há como negar. Principalmente um modelo como esse Quattroporte, com mais de cinco metros de comprimento e quase dois metros de largura. O visual agressivo e, ao mesmo tempo, conservador faz crescer a vontade de tomar lugar ao volante. Mas, antes de se acomodar no banco do motorista, vale passar pelos assentos traseiros, que podem ter configurações para dois ou três ocupantes. Ali, há coisas que podem ser melhoradas – como a saída de ar malfeita –, mas o espaço é enorme. Dá para esticar as pernas facilmente, como era de se esperar de um entre-eixos com espetaculares 3,17 m.


Apesar de toda a comodidade do seu habitáculo, o volume do porta-malas não foi sacrificado. São 500 litros de capacidade de carga, e isso sem considerar a possibilidade do rebatimento dos bancos traseiros. O enorme túnel central, que abriga o cardã, atravessa toda a cabine até chegar à frente, onde o ambiente mostra uma elegância clássica. Há muito couro (mesmo na parte superior do painel) e muita madeira. Nos pacotes de personalização, existem diversas opções de acabamentos mais esportivos. A tela central dianteira tem 8,4 polegadas e as duas telas traseiras são de 10,2 polegadas. O sistema de som tem 15 alto-falantes e excelentes 1.280 watts de potência.

O botão de partida fica posicionado do lado esquerdo do volante. Ao pressioná-lo, o som do motor é inconfundivelmente de um V8: sólido, encorpado e grave. Turbinado, sua resposta ao comando do acelerador é sempre imediata, e o torque se mantém estável em seu valor máximo (66,3 kgfm) das 2.000 às 4.000 rotações. Pioneira em uma nova família de propulsores, essa unidade de 530 cv tem ângulo de 90o e dois turbos que funcionam em paralelo, um para cada bancada de cilindros. Há ainda quatro variadores de fase, injeção direta com 200 bar de pressão e sete injetores trabalhados a laser.

Acoplado ao moderno motor V8, um ágil e preciso câmbio automático de oito marchas (a velocidade máxima se alcança em sétima, e a última é apenas overdrive), com comando sequencial por borboletas no volante e com três modos de acerto: normal, esportivo e gelo. Essa última, que busca maior fluidez, anula a função overboost – que eleva o torque de 66,3 para 72,4 kgfm entre os 2.250 e os 3.500 giros, com pressão do turbo superior a 2 bar. O limitador corta a alimentacão do motor a 7.000 giros na versão normal e a 7.200 quando se usa o modo Sport.

Pode-se ainda selecionar, separadamente, diferentes acertos para a suspensão, a assistência do volante e a gestão eletrônica – deixando tudo a seu gosto. Na configuração normal, o Quattroporte transmite uma confiança surpreendente para um carro de seu tamanho. Entra nas curvas com precisão, oferece um apoio lateral tranquilizador e somente muito próximo do limite mostra uma tendência ao subesterço. Mas suas reações são nervosas, e até bruscas, na fase de realinhamento. O sistema de freios é potente e reativo. Quanto ao conforto, há alguma trepidação quando se passa em partes esburacadas do asfalto.

Apresentado no início deste ano, o modelo já está disponível no Brasil. A Via Italia, importadora oficial da Maserati, iniciou as vendas da nova geração do Quattroporte apenas na versão topo de linha (com duas versões de acabamento, uma mais clássica e outra mais esportiva), que sai por R$ 950 mil. A versão V6 3.0, mais mansa e mais barata, ainda não tem previsão de chegar por aqui.

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