Grumett: o Chevrolet Chevette de fibra feito no Uruguai

Mecânica do carro brasileiro foi empregada em três modelos que eram inspirados no projeto do "carro T" da General Motors

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Quando o assunto são carros exóticos, os anos 1970 foram bem férteis para a indústria automobilística da América Latina. No Brasil, além de foras de série como os Puma e MP Lafer, tivemos modelos locais de grandes fabricantes como os Volkswagen SP2 e Brasília e o Ford Corcel. E na mesma época, os uruguaios podiam comprar o Grumett, um Chevrolet Chevette com a carroceria feita em fibra de vidro.

Os Grumett eram produzidos pela empresa local Esposito S.A, que no final dos anos 1960 havia iniciado a produção de carros de fibra de vidro com mecânica da britânica Vauxhall. Com o lançamento do ‘carro T’, projeto mundial da General Motors que deu origem, entre outro modelos, ao Chevrolet Chevette brasileiro e o Opel Kadett alemão de terceira geração, a Esposito decidiu unir a mecânica do novo modelo a uma carroceria feita de fibra.

O primeiro Grumett foi a perua 250M Rural, que tinha linhas idênticas às da Opel Kadett Caravan (que quatro anos depois seria lançada no Brasil como Chevrolet Marajó). A perua foi seguida pelo Sport (um cupê que misturava a carroceria do Opel Kadett Coupé à dianteira do Vauxhall Chevette) e a Pick-Up, um utilitário que antecedeu em vários anos a picape brasileira Chevy 500.

Em comum, os três modelos tinham as portas de aço e o mesmo motor 1.4 do Chevette brasileiro, o que explica a termo “Powered by Chevette” usado no material publicitário do modelo. Curiosamente, na mesma época, a General Motors do Uruguai também comercializava o Chevette no país, nas variações sedã de duas e quatro portas, que eram recebidos desmontados, em kits CKD, da General Motors do Brasil. Ou seja: era possível comprar um Chevette original (com a carroceria de aço) ou um “similar” com a mesma mecânica, mas a carroceria de fibra.

Os Grumett foram produzidos até 1982, quando a produção foi interrompida pelo fechamento da Esposito S.A Nesse meio tempo, ganharam modificações estéticas (como a frente inspirada na adotada em 1978 pelo Chevette brasileiro) e chegaram a ser exportados para outros países da América Latina e até a Espanha.

 

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