GT500 de 1967 se torna o Mustang mais caro da história

Único produzido, Shelby GT500 Super Snake combinava a carroceria do GT500 de produção ao motor V8 usado nos GT40 de Le Mans

Ford Mustang Shelby GT500 Super Snake (Divulgação)

O único exemplar produzido do Ford Mustang Shelby GT500 Super Snake, de 1967, foi vendido em um leilão nos Estados Unidos por US$ 2,2 milhões (cerca de R$ 8,3 milhões) e superou o seu próprio recorde de Mustang mais caro do mundo. Em 2013, o mesmo GT500 foi vendido por US$ 1,3 milhão (R$ 4,9 milhões em valores atuais). Além de ser um exemplar único, o que torna esse Mustang tão especial é a sua história.

O carro foi criado a partir de uma ideia do próprio Carroll Shelby para o lançamento da nova linha de pneus Goodyear Thunderbolt. Para apresentar o novo pneumático, a ideia era criar uma versão ainda mais potente do GT500 de produção, que utilizasse o motor 7.0 V8 de mais de 600 cv usado nos GT40 das 24 Horas de Le Mans, e colocá-lo para rodar 500 milhas (cerca de 800 km) na pista de testes da fabricante de pneus.

Além de servir de carro de testes, a previsão inicial era que o GT500 Super Snake fosse o primeiro de uma série especial de 50 unidades. Mas custando o dobro do GT500 de produção, acabou não despertando o interesse do público.

Vendido como um carro usado, acabou passando pelas mãos de vários donos. Nos anos 2000, quando registrava pouco mais de 40 mil quilômetros rodados, passou por uma restauração que incluiu a instalação do raro jogo de pneus Thunderbolt.

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