HATCH MÉDIO: VW Golf

Em tempos de vacas magras, um modelo de respeito

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Os hatches médios há algum tempo não aparecem na mira do consumidor que planeja trocar de carro. Com posicionamentos de preços resvalando nas opções de SUVs, suas vendas caem a cada ano. A sétima geração do Golf desembarcou por aqui em outubro de 2013 importada da Alemanha, e em seu primeiro ano de vendas, 2014, emplacou 16.118 unidades. Já em 2017, importado do México, ele vendeu 3.955 unidades. Em 2018, até outubro, não chegou nem a 2.500 felizardos. Mas como chamar quem compra um carro que ninguém quer de felizardo?

O Golf é um sinônimo de prazer ao dirigir, e ainda que isso não diga muito para quem só quer um carro para ir aqui e acolá, temos a obrigação de contar isso para você. Mesmo com um segmento à míngua – perceba que ele foi simplesmente o único hatch médio a receber atualizações significativas para 2019 – vale a pena olhar com um certo carinho para este grande carro. Agora ele também pode ser comprado na eficiente versão 1.0 Comfortline, com o mesmo conjunto mecânico da família Polo/Virtus, que chega a 11,4 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada abastecido com gasolina. Um verdadeiro feito entre os hatches médios.

Postado como o bastião da resistência para quem gosta de dinâmica veicular, o Golf se vale da plataforma MQB para ser o único descendente da dinastia “pocket-rocket” no segmento. Além da versão Highline, munida de motor 1.4 TSI de 150 cv e 25,5 kgfm de torque, ele traz à baila o lendário Golf GTI, que, com 230 cv e 35,7 kgfm de torque. Um esportivo propondo com clareza que, apesar de conversar com uma minoria de consumidores do País, ele merece, sim, ser respeitado.

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