12/08/2026 - 7:00
O mercado brasileiro de veículos híbridos registrou uma importante virada em 2026. Após perderem a liderança em 2025 para modelos movidos apenas a gasolina, os híbridos plenos flex voltaram a ser maioria nas vendas, impulsionados principalmente pelo fortalecimento da linha de produtos da Toyota.
Em 2022, a Toyota dominava o mercado de híbridos plenos com seus modelos flex nacionais, e 91% dos HEVs eram bicombustíveis. Esta participação foi caindo aos poucos com a “invasão chinesa” e, em 2025, o avanço dessas montadoras no segmento de híbridos não plugáveis alterou o mercado, com aumento de vendas dos HEVs a gasolina.
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Modelos importados ou recém-chegados equipados com motores HEV movidos só a gasolina — com destaque para GWM Haval H6 (11.348 unidades), GAC GS4 (1.849 unidades) e Omoda 5 (1.371 unidades) — impulsionaram a tecnologia não-flex.

Assim, pela primeira vez no mercado nacional, em 2025 os híbridos a gasolina assumiram o topo das preferências na categoria HEV, representando 51% do mercado, enquanto os híbridos flex perderam a maioria e caíram para 49%, de um total de 43.716 veículos comercializados. Os números são da ABVE.
A reação em 2026: a força da Toyota e o fator Yaris Cross
Em 2026, com o volume total da categoria HEV saltando para 57.789 unidades, a preferência por modelos bicombustíveis foi restabelecida. A consolidação do Toyota Yaris Cross Hybrid (que somou 8.385 unidades entre as versões XRX e XRE), somada à força contínua do Corolla Cross (9.709 unidades) e do Corolla Sedã (8.763 unidades), garantiu à montadora japonesa 49,41% de participação total entre os fabricantes de HEVs.

Com esse ganho de mercado dos novos modelos híbridos plenos flex nacionais da Toyota — principalmente o Yaris Cross —, a fatia dos HEVs flex subiu para 51%, devolvendo a liderança à tecnologia bicombustível frente aos 49% mantidos pelos modelos a gasolina.
O futuro dos HEVs: avanço consolidado com novos modelos da GWM
A tendência é que a participação dos híbridos plenos flex cresça ainda mais ao longo dos próximos meses. A chegada de novos modelos estratégicos, como as versões atualizadas do GWM Haval H6 (HEV One Flex e HEV2 Flex), vai adicionar um volume significativo de vendas com tecnologia flex. Isso reduzirá a dependência exclusiva da Toyota para sustentar o domínio do flex entre os HEVs.
Além disso, marcas como Omoda & Jaecoo já estão desenvolvendo a todo vapor novos motores flex para seus híbridos nacionais, cuja produção se iniciará no ano que vem, segundo os planos da marca (leia mais aqui).

PHEVs: expectativa de virada
Já no mercado de veículos eletrificados vendidos até agora em 2026, os híbridos plug-in (PHEVs) dominam com 63% das vendas totais (frente a 19% de HEV Flex e 18% de HEV a gasolina) —, e a motorização ainda é predominantemente a gasolina.
A grande maioria dos PHEVs comercializados no país (como as linhas BYD Song Plus/Pro, King, GWM Haval H6 PHEV, Jaecoo 7) chegam com motores a gasolina. A própria ABVE ainda nem faz essa separação detalhada de flex nos relatórios para os plug-in por conta da absoluta predominância do combustível fóssil.

Mas há uma perspectiva de reversão: esse domínio da gasolina nos PHEVs deve demorar um pouco mais para mudar, considerando os lançamentos recentes e importações puras a gasolina como BYD Song Pro (leia aqui), BYD Atto 2, BYD Dolphin G, GWM Haval H6 (PHEV19 e PHEV35) e GWM Tank 300 (leia teste aqui).
Mas, com a tropicalização dos motores e o início da produção nacional de novas marcas chinesas, o movimento de virada rumo ao flex também deve atingir a categoria PHEV a médio prazo.
Comparativo do Mercado HEV (2025 vs. janeiro a julho de 2026)

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