11/04/2026 - 11:02
A Honda anunciou os detalhes técnicos e comerciais do Honda Super-N, sua nova aposta para mobilidade elétrica urbana, inspirado no icônico design do City Turbo II da década de 1980. O modelo será lançado na Europa para tentar transcender as convenções dos carros elétricos compactos (EVs) — e nós o queremos no Brasil.
O Super-N é um “micro-carro” de alta performance: um subcompacto com o tamanho do Fiat Mobi — cerca de 3,60 metros de comprimento, 1,57 metro de largura (mais largo que os Kei Cars para ter mais estabilidade) e 1,62 metro de altura (proporção alta, para ter bom espaço interno), com entre-eixos de 2,520 metros (20 cm a mais que no Fiat e equivalente ao de um HB20, para maximizar o espaço interno).
O Honda Super-N une a filosofia de desenvolvimento “Man-Maximum, Machine-Minimum” (muito espaço para as pessoas em um carro minúsculo por fora) a tecnologias de performance inéditas no segmento.
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Engenharia e dinâmica: foco no motorista
O Honda Super-N foi desenvolvido sobre a plataforma leve da série “N” de Kei Cars japoneses. Chassi e a suspensão têm ajustes específicos para garantir uma condução dinâmica e envolvente, segundo a marca.
O conjunto mecânico se baseia em e-Axle (eixo elétrico) compacto e eficiente, capaz de entregar potências que variam de 64 cv a 95 cv. O grande diferencial tecnológico, é o “boost mode”.

Se acionado, ele libera o potencial máximo do motor, trabalhando em conjunto com a transmissão simulada de sete marchas — quando um software que emula trocas de marcha de uma caixa convencional para conferir uma resposta tátil ao condutor.
Além disso, há o “Active Sound Control”, um sistema que produz o som de um motor, uma sonoridade que remete aos propulsores a combustão.

Design e funcionalidade do Honda Super-N
O exterior do Honda Super-N é uma releitura direta do City Turbo II, caracterizada por uma aparência mais larga (wide stance), para-choques proeminentes e dutos aerodinâmicos funcionais que remetem à sua vocação esportiva.
A Honda descreve a experiência estética através de conceitos japoneses: ‘yukai’ (agradável ao olhar), ‘meikai’ (intuitivo) e ‘tsukai’ (emocionante ao operar).
No interior, o foco está na ergonomia e no conforto térmico e visual: há bancos aprimorados para maior suporte lateral em curvas, acabamentos em azul que homenageiam o modelo original e Iluminação ambiente que transita do azul para um roxo intenso quando o modo “boost” é selecionado.
Com bateria de cerca de 30 kWh — similar à do Kwid E-Tech – a autonomia do Super-N é de 320 quilômetros em ciclo urbano e 206 quilômetros em ciclo combinado, segundo o padrão europeu.

Quanto custaria no Brasil?
O lançamento oficial no Reino Unido e em outros mercados globais – ainda não confirmados pela marca japonesa – acontece em julho, com um preço agressivo: menos de 20 mil libras, ficando entre os elétricos mais acessíveis da Europa.
Se considerarmos a cotação direta, o valor base seria de R$ 128 mil. Mas, para a venda no Brasil, devemos somar Imposto de Importação (35% a partir de julho), custos logísticos e homologação e posicionamento de marca (a Honda raramente briga pelo preço mais baixo, priorizando o valor de revenda e o pós-venda).

Para ser competitivo contra o BYD Dolphin (R$ 150 mil) e o GWM Ora 03 (R$ 150 mil), o Honda Super-N teria que chegar ao Brasil na faixa de R$ 155.000 a R$ 175.000. A Honda do Brasil não confirma planos para o Super-N, e, como se trata de uma marca com estratégia bem conservadora, sua chegada aqui é muito pouco provável.
Mas não podemos deixar de dizer que acharíamos muito interessante. O modelo seria o “halo car’ perfeito para rejuvenescer a imagem da marca. Promete prazer de dirigir e o porte compacto ideal para o uso urbano. Você consideraria um elétrico compacto com alma de esportivo dos anos 80 pelo preço de um SUV compacto flex?






